CAMPO GRANDE — Kauã Phelipe Florêncio de Almeida, de 21 anos, foi morto a tiros na noite de domingo (6), dentro de uma residência na Rua Madre de Deus, no Bairro Taquarussu, em Campo Grande. Ele já havia sobrevivido a um atentado em outubro de 2025 e era réu em um processo relacionado à morte de Vandermárcio Gomes da Silva Júnior.
A Polícia Civil foi chamada e encontrou o imóvel isolado por equipes do GOI (Grupo de Operações de Investigação) e da Polícia Militar. A perícia criminal fez os levantamentos no local, enquanto um médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) confirmou a morte.
O exame preliminar identificou aproximadamente seis perfurações causadas por disparos de arma de fogo, possivelmente de calibre 9 mm. No quarto onde Kauã foi atingido, os peritos recolheram cinco estojos de munição e um fragmento de projétil, encaminhados para análise.
Investigação
Imagens de câmeras de segurança mostram três suspeitos encapuzados, usando agasalhos de frio, caminhando pela rua. Um deles teria permanecido do lado de fora da residência, enquanto os outros dois entraram e atiraram contra Kauã. A Polícia Civil ainda não sabe como o grupo deixou o local.
Um adolescente de 16 anos, apontado como testemunha, prestou depoimento. O celular da vítima foi apreendido para perícia. A investigação tenta esclarecer a motivação do assassinato e identificar e localizar os envolvidos.
Atentado anterior e denúncia
Em outubro de 2025, Kauã havia sido baleado durante uma invasão à sua casa, no Bairro Portal Caiobá. Na ocasião, ele foi atingido por três tiros. Testemunhas relataram que dois suspeitos chegaram de moto após o rapaz voltar de uma conveniência. O garupa, encapuzado e armado, entrou na varanda e fez cinco disparos.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Kauã foi denunciado com Luan de Oliveira Lemes, Gustavo, Giovana Mendonça Ferreira e Ygor Matheus Rodrigues dos Santos Carvalho por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A acusação está relacionada à morte de Vandermárcio, que teria sido espancado e atropelado após uma discussão ligada a uma dívida de R$ 150. O corpo ficou prensado sob um Gol branco, e a vítima morreu no local. Gustavo Mendes de Souza Paulino, apontado como motorista, foi preso no Paraná no último dia 6 de outubro.








