CAMPO GRANDE — Um homem de 43 anos perdeu R$ 80 mil depois de fornecer dados bancários a criminosos que se passaram por uma advogada e por um promotor de Justiça. O contato começou por mensagem e continuou no dia seguinte, com uma ligação telefônica e uma videochamada. O caso foi registrado como furto qualificado na 5ª Delegacia de Polícia Civil.
A vítima recebeu a informação de que precisava liberar a própria conta para receber valores relacionados a uma ação judicial. Durante a chamada de vídeo, o suspeito afirmou ser promotor e pediu o número da conta bancária. Depois que os dados foram informados, diversas movimentações financeiras foram feitas sem o reconhecimento do homem.
Entre as operações, houve transferências via Pix que, juntas, chegaram a R$ 14 mil. Também foi contratado um empréstimo de R$ 17 mil. Além disso, outros dois Pix movimentaram R$ 6 mil e R$ 3 mil. Na conta jurídica da vítima, foram realizadas transferências via Pix que totalizaram R$ 40 mil.
Registro da ocorrência
A soma dos valores informados no boletim de ocorrência chega a R$ 80 mil. O homem declarou à polícia que não reconhece os dados usados para contratar o empréstimo nem para realizar as transferências.
O registro informa ainda que não houve ameaça ou coação durante os contatos. A vítima relatou que os criminosos acessaram aplicativos e fizeram transferências e empréstimos depois de obter os dados bancários.
A ocorrência foi formalizada na 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande, com a classificação de furto qualificado.







