CAMPO GRANDE — Uma gestante em situação de rua foi impedida de se jogar de uma ponte sobre o Córrego Segredo neste domingo. A mulher estava às margens do córrego, no cruzamento da Rua Dom Aquino com a Avenida Ernesto Geisel, quando foi vista por socorristas do Samu.
Por volta das 8h30, a equipe passava pelo local com um paciente a caminho de uma unidade de saúde. A mulher gritava à beira da ponte e apresentava cicatrizes de violência pelo corpo. Ela usava um macacão rosa e tinha um coração tatuado na mão esquerda.
Atendimento no local
A abordagem durou cerca de 40 minutos. Os socorristas conversaram com a gestante até que ela se acalmasse e caminhavam com ela de volta ao abrigo onde estava, próximo ao antigo terminal rodoviário. A equipe do Samu, porém, precisou deixar o local porque transportava outro paciente.
Na sequência, uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou para conduzir a mulher ao atendimento médico. A gritaria recomeçou, e ela tentou escapar do socorro. Quatro bombeiros precisaram pegá-la no colo enquanto ela se debatia e dava chutes. Depois, a mulher foi colocada em uma maca e imobilizada para o transporte.
A gestação aparentava ter poucos meses, mas os militares não conseguiram precisar o tempo. O foco da equipe era retirar a mulher da situação de risco e levá-la para atendimento adequado. Ela foi encaminhada à UPA Vila Almeida. As informações sobre sua condição de saúde mental e gestacional não foram detalhadas.
Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) oferece apoio emocional gratuito pelo número 0800 750 5554. Também é possível procurar o Núcleo de Saúde Mental ou o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), além do CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188. Em emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 e o Corpo de Bombeiros, pelo 193.







