Os ministros André Mendonça e Luiz Fux solicitaram à Polícia Federal suporte técnico para acessar os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em ofícios enviados separadamente neste sábado ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, os magistrados disseram que o conteúdo continua indisponível para consulta.
A PF entregou a mídia aos gabinetes na quinta-feira, acompanhada de uma cópia completa do material retirado do aparelho. Os documentos registram que os ministros não tiveram “acesso efetivo ao material ali contido”.
Possíveis falhas
Os ofícios apontam duas hipóteses para o impedimento: dificuldades técnicas e operacionais ou algum defeito na própria mídia recebida. Por isso, Mendonça e Fux pediram o auxílio necessário para tentar acessar os arquivos e a verificação da integridade do material entregue.
A cópia se refere ao telefone apreendido em 18 de novembro de 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. O aparelho foi identificado nos documentos pelo número de série e pelos dois números de IMEI.
Com a entrega aos dois gabinetes, cinco ministros do Supremo Tribunal Federal passaram a ter cópias dos dados extraídos pela PF. Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes já haviam recebido o conteúdo diretamente da corporação.
Conteúdo do aparelho
A distribuição das cópias ocorreu durante a crise no STF provocada por mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Entre os registros estão conversas do banqueiro com Rodrigo Fux, filho de Luiz Fux, além de referências ao ministro Kassio Nunes Marques.
Em sessão realizada na terça-feira, Mendonça afirmou que só havia tomado conhecimento naquele momento de referências a outros integrantes do tribunal no material apreendido. O ministro também declarou que já tinha recebido uma cópia de segurança da extração feita pela PF, mas que o arquivo permanecia lacrado em seu gabinete e não havia sido acessado.








