MILWAUKEE — Um fórum internacional ligado ao G20 aprovou diretrizes para reduzir ou eliminar subsídios que distorcem o mercado de aço e ampliar a troca de informações sobre o comércio do produto. A proposta busca identificar padrões suspeitos e enfrentar a superprodução considerada persistente no setor.
As medidas foram apresentadas nesta quarta-feira (30) por Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, durante uma reunião do G20 no estado de Wisconsin. O encontro de autoridades das principais economias ocorre ao longo de dois dias, em Milwaukee.
"Estamos apresentando um marco de Milwaukee para adotar ações coordenadas contra o excesso de capacidade no setor do aço", afirmou Greer a jornalistas. Ele disse que cada país poderá definir a resposta que considerar adequada, mas defendeu a coordenação entre os participantes.
China fica fora do fórum
O Fórum Global sobre o Excesso de Capacidade do Aço reúne 28 membros, entre eles a União Europeia, a Austrália, o Japão e a Coreia do Sul. A China não participa do grupo.
A acusação de que o país produz mais aço do que consome e inunda os mercados é frequente. Pequim rejeita essa avaliação. Li Chenggang, representante de comércio internacional da China, afirmou que os membros do G20 ainda não haviam debatido o tema em profundidade.
Greer também declarou que os Estados Unidos já adotaram medidas contundentes e avaliou que outros países poderiam seguir o mesmo caminho. Ele não detalhou quais ações seriam coordenadas.
Comércio sob pressão
As discussões acontecem enquanto as tarifas globais do presidente americano, Donald Trump, pesam sobre a agenda do grupo. Os países buscam cooperação à margem da maior economia do mundo em meio à guerra comercial entre Estados Unidos e Canadá, às rodadas de tarifas americanas e às investigações de Trump sobre o excesso de capacidade industrial nos países-membros.
Os ministros do Comércio do G20 tinham conversas previstas para a tarde. Também estão na pauta os esforços para eliminar o trabalho forçado nas cadeias de suprimentos e o uso de alimentos como instrumento de pressão.
A reunião ocorre depois do encontro dos ministros das Finanças em Asheville, que preparou a cúpula de líderes de dezembro, em Miami. O G20 é formado por 19 países, além da União Europeia e da União Africana como blocos.








