WASHINGTON — A trégua tarifária entre Estados Unidos e China será prolongada até 10 de janeiro, em um dos principais resultados da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O acordo sinaliza a intenção de reduzir obstáculos nas negociações comerciais entre as duas potências, que podem se estender por meses.
Trump também afirmou que haverá boas notícias para os agricultores americanos após o encontro, em uma possível ampliação das cotas de exportação. Ao resumir a reunião, o presidente dos Estados Unidos declarou: “Acho que fizemos avanços enormes. Foi muito positivo para ambos os países”.
A agenda dos líderes, porém, não terminou em Washington. Trump anunciou que voltará a encontrar Xi em novembro, na China, e depois durante a cúpula do G20, em dezembro, em Miami, na Flórida. A reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) está marcada para 18 e 19 de novembro, em Shenzhen.
Guerra e relação entre as potências
Durante as conversas, Trump disse ter tratado com Xi da guerra contra o Irã. A China é a principal compradora do petróleo iraniano, enquanto o produto está sob bloqueio americano no Estreito de Ormuz.
Xi recomendou prudência ao presidente americano em relação à independência de Taiwan e defendeu que Estados Unidos e Irã negociem para encerrar rapidamente o conflito. O líder chinês também afirmou que os países devem buscar estabilidade estratégica com respeito, equidade e reciprocidade.
A visita foi a primeira de Xi a Washington como chefe de Estado desde 2015 e marcou o terceiro encontro bilateral entre os dois presidentes. Antes da despedida, Trump e Melania ofereceram chá a Xi e Peng Liyuan na Casa Branca.
Os casais foram depois ao Museu do Arquivo Nacional, onde Trump apresentou a Declaração de Independência e a Constituição dos Estados Unidos. O presidente americano mencionou que o país celebra seu 250º aniversário e comparou a idade dos Estados Unidos às raízes históricas da China, estimadas em 6.000 anos.
Na área de inteligência artificial, os dois governos não anunciaram novas barreiras à pesquisa. Xi defendeu que o desenvolvimento da tecnologia permaneça sob controle humano, enquanto Trump reconheceu que as decisões atuais podem influenciar a paz e a prosperidade por décadas.








