CARACAS — Familiares de presos políticos denunciaram nesta segunda-feira à Defensoria do Povo da Venezuela a transferência arbitrária de detentos da prisão Rodeo I, sem aviso prévio. Ônibus lotados teriam deixado o local, na periferia de Caracas, desde a semana passada, levando os presos para destinos que não foram informados.
As famílias esperavam que os detentos estivessem entre as pessoas que o governo venezuelano prometeu libertar no mês passado. A presidente encarregada do país, Delcy Rodríguez, afirmou ter colocado em liberdade 1.046 pessoas por meio de uma anistia.
A ONG Foro Penal registrou 94 transferências desde a última quarta-feira, mas disse não ter conseguido identificar o destino de todos os presos. A entidade calcula que cerca de 330 presos políticos continuem detidos, a maioria em Rodeo I, onde são denunciadas condições de reclusão desumanas e tortura.
Pedido de revisão
Um grupo de familiares foi recebido pela defensora do povo, Egleé González. Ela prometeu revisar os casos de presos transferidos que apresentassem problemas de saúde.
Embora muitos detentos tenham sido levados para prisões consideradas menos repressivas pelas famílias, parte deles teria sido enviada ao Forte Guaicaipuro. A unidade de segurança máxima fica entre as montanhas do estado de Miranda.








