CAMPO GRANDE — A família formada por Robson Del Casale, Beatriz Zandonadi e Maria Luisa Zandonadi Del Casale, de 15 anos, recebe há dois meses a italiana Sofia Dovesi, de 16 anos. Enquanto a adolescente conhece a rotina da Capital, Maria Luisa se prepara para passar um ano na Alemanha no próximo ano.
Sofia é de Baricella, na região de Bolonha, e passou a viver com a família brasileira em uma experiência de troca cultural. A estudante conheceu parques, viu capivaras, experimentou pratos brasileiros e colocou uma visita ao aquário entre os próximos passeios.
Rotina brasileira e diferenças na escola
Para Sofia, uma das principais diferenças entre Campo Grande e sua cidade na Itália está na maneira como as pessoas recebem os visitantes. “Campo Grande é muito diferente porque é muito grande e a principal diferença são as pessoas, que são muito acolhedoras”, afirmou.
A estudante também se surpreendeu com a presença da natureza na cidade. Na escola, encontrou uma grade diferente da que conhecia na Itália. Antes, tinha mais contato com sociologia, ciências humanas e economia. No Brasil, passou a estudar com maior ênfase biologia, química, física e uma matemática diferente.
A alimentação também entrou na lista de descobertas. Entre os pratos brasileiros que provou, o feijão se tornou o favorito. A adolescente explicou que, na Itália, é mais comum encontrar o alimento enlatado, com sabor diferente do preparo brasileiro.
Para Beatriz, a experiência mostra que a cultura de um país não está limitada aos destinos turísticos mais conhecidos. A família percebeu que uma cidade fora do circuito mais procurado pode aproximar a intercambista dos costumes e da rotina dos moradores.
Próxima etapa será na Alemanha
A troca cultural terá uma nova fase quando Maria Luisa viajar para a Alemanha. A estudante ainda não definiu todos os detalhes, mas deverá frequentar uma escola na cidade em que ficar. A expectativa é morar longe dos grandes centros e ter contato mais próximo com a rotina local.
A escolha do país partiu da própria adolescente, interessada nas diferenças entre a Europa e o Brasil. “Eu decidi ir para a Alemanha ainda mais porque a Europa é bem diferente do Brasil. Acho que a Alemanha tem uma cultura diferente e gostaria muito de conhecer”, explicou.
Maria Luisa também espera observar como os hábitos alemães aparecem no dia a dia. Para ela, os brasileiros são mais abertos e acolhedores, enquanto os alemães teriam uma rotina mais marcada por regras e organização.
Para a família, receber Sofia ampliou a experiência de intercâmbio para além de quem viaja. A convivência permitiu compartilhar costumes, apresentar Campo Grande e criar uma troca entre pessoas de países diferentes dentro da própria casa.








