O chefe do sistema de controle de tráfego aéreo do Reino Unido, Martin Rolfe, foi convocado para uma reunião com a secretária de Transportes, Heidi Alexander, após uma falha técnica que cancelou mais de 1.750 voos e deixou passageiros retidos em aeroportos.
O problema começou na terça-feira, 8, e continuava afetando a operação nesta quarta-feira, 9. As companhias aéreas trabalham para realocar passageiros e reposicionar aeronaves que ficaram em aeroportos diferentes dos previstos por causa dos cancelamentos.
O Serviço Nacional de Tráfego Aéreo do Reino Unido (NATS) informou que a origem foi “uma falha em nosso sistema de processamento de voos”. Segundo o órgão, o defeito já foi resolvido, mas os efeitos se espalharam por 15 aeroportos do Reino Unido e outros locais, provocando acúmulo de voos atrasados.
Heidi Alexander pediu esclarecimentos a Rolfe e afirmou que busca garantias sobre as medidas adotadas. “Estou buscando garantias de que as lições serão aprendidas e que os sistemas que dão suporte à aviação estão à altura da tarefa”, escreveu em uma postagem no X.
Rolfe pediu desculpas pelos transtornos e declarou que o sistema britânico continua entre os mais seguros e eficientes do mundo. Ele também disse que a interrupção foi necessária para preservar a segurança quando um problema não pode ser resolvido rapidamente.
A Ryanair e a Wizz Air defenderam a saída de Rolfe. Neal McMahon, diretor de operações da Ryanair, questionou quantas falhas ainda seriam necessárias para que o executivo assumisse a responsabilidade e renunciasse. Na terça-feira, a empresa informou que mais de 65 mil passageiros foram afetados e que mais de 50 voos programados acabaram cancelados.
A EasyJet afirmou que alguns voos ficaram “impossíveis de operar” e que a falha provocou atrasos em toda a Europa. O episódio foi descrito como a segunda grande falha no sistema de controle de tráfego aéreo em três anos. McMahon também mencionou o colapso do sistema da NATS em 2023.
O Aeroporto de Heathrow, maior da Europa, pediu que os passageiros consultassem a situação dos voos antes de sair de casa e viajassem apenas com a operação confirmada. Heathrow, Gatwick, Manchester, Birmingham e aeroportos da Escócia estavam entre os locais afetados.








