O número de mortos nas explosões ocorridas em uma unidade militar da Bolívia subiu para três. A atualização foi divulgada no sábado (5) pelo Ministério Público, enquanto equipes trabalhavam na retirada dos escombros e procuravam possíveis desaparecidos em uma área ainda considerada perigosa.
O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira, em Viacha, cidade com mais de 100 mil habitantes localizada a cerca de 30 km de La Paz. Segundo o Ministério da Defesa, o local guardava materiais pirotécnicos apreendidos, granadas e explosivos produzidos à base de TNT. As causas das detonações ainda são investigadas.
A promotora Katherine Ramírez, responsável pelo caso, informou que um corpo masculino foi localizado entre os destroços. As duas primeiras vítimas eram jovens que cumpriam o serviço militar obrigatório, conforme as autoridades haviam informado na sexta-feira.
Ainda não foi esclarecido se o terceiro corpo corresponde a um dos 14 militares dados como desaparecidos. Entre eles estão um sargento e outros 13 jovens que realizavam o serviço militar.
O Ministério Público abriu uma investigação por homicídio culposo e por outros possíveis delitos. O ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, afirmou que “o risco na área ainda é alto”, porque explosivos de grande potência permanecem no local e não foram retirados.
Depois do episódio, o presidente Rodrigo Paz disse, em uma publicação no X, que determinou a verificação do cumprimento dos protocolos de segurança e a apuração das responsabilidades cabíveis.








