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Elizeth Gonçalves transforma viola em instrumento de memória pantaneira

Há 15 anos, a violeira leva a cultura de Corumbá a apresentações, composições e projetos com a viola caipira e a viola de cocho.

Elizeth Gonçalves transforma viola em instrumento de memória pantaneira
Foto: Arquivo Pessoal

Um anúncio de aulas do Sesc mudou a trajetória musical de Elizeth Gonçalves. Interessada pela oportunidade de aprender viola caipira, ela se inscreveu no curso e, há 15 anos, passou a usar a música como forma de preservar e divulgar a cultura pantaneira.

A experiência levou Elizeth à Orquestra Corumbaense de Viola Caipira. O grupo se tornou parte importante de sua caminhada, reunindo aprendizado, apresentações e convivência com outros músicos. Com o tempo, o instrumento deixou de ser apenas uma habilidade desenvolvida nas aulas e passou a representar pertencimento e expressão cultural.

A violeira também se dedica à viola de cocho, instrumento tradicional ligado ao Pantanal. A pesquisa com os dois instrumentos ampliou seus projetos e aproximou sua produção das paisagens, dos costumes e das referências de Corumbá e de Mato Grosso do Sul.

Para Elizeth, tocar instrumentos tradicionais é uma maneira de manter vivas histórias e manifestações culturais. “Eu vejo a importância de não deixar a nossa música pantaneira ser esquecida”, afirma. Ela também defende que esse conhecimento seja apresentado às novas gerações, para que os jovens conheçam a história ligada à viola caipira e à viola de cocho.

Homenagem em Corumbá

A Câmara Municipal de Corumbá aprovou por unanimidade uma Moção de Congratulação pelo trabalho desenvolvido por Elizeth junto à orquestra. O reconhecimento destacou sua dedicação à preservação, à valorização e à divulgação da música sertaneja raiz e da cultura pantaneira.

O Legislativo também ressaltou a contribuição da orquestra para manter tradições musicais da cidade e aproximar novas gerações de manifestações relacionadas à história de Mato Grosso do Sul. Para a violeira, a homenagem representa uma conquista construída com a participação de outras pessoas que atuam na música tradicional.

Além de interpretar, Elizeth compõe. Suas canções são inspiradas nas experiências vividas, nas paisagens da região e na memória coletiva. Ela desenvolveu um projeto em homenagem a Corumbá, usando a viola de cocho para registrar referências da cultura e do cotidiano pantaneiro.

O trabalho ultrapassou os limites do município e chegou ao Festival de Barretos. No evento, Elizeth apresentou músicas relacionadas à própria trajetória e mostrou uma sonoridade construída a partir das referências de Mato Grosso do Sul.

A artista resume sua proposta como uma forma de levar a música e a identidade regional a diferentes públicos: “Por onde a gente vai, leva a viola, leva a música caipira, leva a música pantaneira e mostra um pouco das belezas do nosso Estado.”

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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