SÃO PAULO — A produtora Go Up fez nove pagamentos à empresa Unique Serviços de Hotelaria, que somaram R$ 906,7 mil, durante a estadia da equipe de Jim Caviezel no Brasil. O ator é o protagonista de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro ainda não lançada, e interpreta o ex-presidente no filme.
As despesas aparecem em notas fiscais e comprovantes encaminhados pela própria produtora. Entre os registros, há um pagamento de R$ 298 mil descrito como “Hospedagem, gorjetas e massagens Jim”. Os gastos ficaram concentrados no Hotel Unique, em São Paulo.
Despesas com a equipe
Os documentos também registram valores relacionados à hospedagem do empresário e do segurança pessoal de Caviezel. Em 24 de outubro de 2025, a Go Up pagou R$ 125 mil e fez outros dois repasses de R$ 34 mil para custear a permanência de Olsen, Willian e do segurança do ator.
Outro lançamento aponta que Caviezel e mais duas pessoas da equipe ficaram hospedados entre 1 de novembro e 10 de dezembro, com diária de R$ 9,2 mil. As notas ainda indicam que os quartos do ator e de seu agente foram contratados em um acordo dividido em seis parcelas de R$ 107 mil cada.
Investigação e orçamento
Os dados constam de um relatório do Coaf acessado pela Polícia Federal durante a investigação sobre o envio de emendas parlamentares pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP). A atenção sobre os custos do filme aumentou depois que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi apontado como financiador da produção.
Em um processo cujo sigilo foi levantado pelo ministro André Mendonça, uma apresentação informa que o orçamento planejado para “Dark Horse” era de US$ 25 milhões. O documento comparou o valor com os orçamentos de “Selma” e “A Rainha”, indicados ao Oscar de Melhor Filme, e de “Estrelas Além do Tempo”, que teve Octavia Spencer indicada a Melhor Atriz Coadjuvante.








