CNN, MS NOW e Politico tiveram o acesso de seus profissionais negado na Casa Branca neste sábado, 19, um dia depois de Donald Trump anunciar a proibição contra os veículos. O presidente justificou a medida alegando que as empresas divulgam notícias falsas.
As emissoras afirmaram que a decisão viola a Constituição dos Estados Unidos e disseram que pretendem continuar cobrindo o governo. As empresas também devem recorrer aos tribunais para tentar recuperar o acesso à residência presidencial.
A MS NOW, anteriormente chamada MSNBC, afirmou na rede social X que a Casa Branca pertence ao povo americano e que as decisões tomadas no local são financiadas pelos impostos da população. A CNN declarou que tem o direito constitucional de exercer o jornalismo sem interferência do governo e classificou a proibição como um ataque ilegal a esse direito.
Repórteres tiveram crachás desativados
Akayla Gardner, correspondente da MS NOW na Casa Branca, disse que seu crachá não funcionou na entrada usada normalmente pelos repórteres, perto da Ala Oeste. Segundo ela, um policial pediu que entregasse o distintivo e informou que ele estava desativado. Um fotógrafo da emissora também teve o crachá recolhido, enquanto um produtor recebeu autorização para entrar.
Cerca de uma hora depois, Betsy Klein, correspondente da CNN, relatou uma situação semelhante. Um agente de segurança informou que o crachá dela havia sido desativado e orientou a jornalista a procurar a assessoria de imprensa da Casa Branca.
Cheyenne Haslett, repórter do Politico, também foi impedida de entrar na manhã de sábado, conforme comunicado enviado aos funcionários pelo editor-chefe Jonathan Greenberger.
Trump anunciou a medida em sua plataforma Truth Social e afirmou que os veículos foram proibidos por causa da cobertura que chamou de notícias falsas. Ele também disse que outros meios de comunicação poderiam sofrer o mesmo tipo de restrição, sem citar nomes.
No primeiro mandato de Trump, a Casa Branca perdeu uma disputa judicial após retirar o passe de imprensa do repórter da CNN Jim Acosta. A credencial dele foi restaurada posteriormente.
Especialistas em Primeira Emenda ouvidos na sexta-feira disseram que a proibição teria poucas chances de resistir a uma contestação judicial. Bruce D. Brown, presidente do Comitê de Repórteres para a Liberdade de Imprensa, afirmou que a decisão caracteriza discriminação de ponto de vista, tipo de violação historicamente rejeitado pelos tribunais.







