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CNH em Mato Grosso do Sul cresce 2,4% mesmo com custo menor

Estado emitiu 23.846 habilitações entre janeiro e julho, enquanto autoescolas relatam queda na procura e na receita.

CNH em Mato Grosso do Sul cresce 2,4% mesmo com custo menor
Foto: Arquivo/Osmar Veiga

A emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) em Mato Grosso do Sul aumentou 2,4% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Foram 23.846 documentos neste ano, contra 23.298 no intervalo anterior — uma diferença de 548 habilitações.

Mesmo com a redução do custo para obter a carteira e a mudança na exigência de aulas práticas, o crescimento não levou a uma alta significativa na procura pelas autoescolas. O estado ficou na 23ª posição entre as 27 unidades da federação no ranking de crescimento.

Menos aulas, menor receita

As novas regras reduziram de 20 para duas as aulas práticas mínimas obrigatórias. Segundo Henrique José Fernandes, presidente do sindicato que representa os Centros de Formação de Condutores (CFCs) de Mato Grosso do Sul, a procura ficou abaixo do esperado. Na autoescola administrada por ele, o número de alunos caiu 50% no último mês.

“Por incrível que pareça, a carteira era mais cara e nós tínhamos mais alunos”, afirma Henrique.

O custo mínimo das aulas nas autoescolas fica, em média, em torno de R$ 600, sem contar taxas e guias. Para quem escolhe um instrutor autônomo, o valor da hora-aula varia de R$ 80 a R$ 390, com média de R$ 154,44.

Henrique afirma que a redução da carga mínima também diminuiu o valor gasto por candidato dentro das autoescolas. Mesmo com a manutenção da procura por um CFC, o aluno pode contratar apenas duas aulas práticas.

Concorrência e orçamento das famílias

Os candidatos também podem contratar instrutores autônomos credenciados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS). Atualmente, 87 profissionais trabalham dessa forma no estado.

Em Campo Grande, Henrique estima a existência de 30 a 35 instrutores autônomos, diante de 55 autoescolas. Na avaliação dele, porém, a concorrência não explica sozinha a queda na procura. As autoescolas conseguem atender mais alunos porque podem manter vários veículos e instrutores em atividade ao mesmo tempo.

O presidente do sindicato também relaciona o cenário à situação financeira das famílias. A redução no preço da habilitação não elimina outros gastos ligados à decisão de dirigir, como a compra e a manutenção de um veículo.

O desenvolvedor Eric Nantes, de 29 anos, nunca tirou a CNH. Ele diz que priorizou despesas como faculdade, aluguel, alimentação e roupas e não quis assumir outro compromisso financeiro sem ter um carro.

Além das parcelas de um possível financiamento, Nantes considera os custos de manutenção do veículo. Por isso, prefere esperar até ter condições de comprar um carro e arcar com as despesas sem comprometer o orçamento.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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