CAMPO GRANDE — Leucenas foram retiradas de uma área de preservação permanente no parque diante da Praça do Preto Velho, na Avenida Fábio Zahran, no Jardim Paulista. A intervenção integra o projeto de recuperação de trechos degradados do Córrego Bandeira, conduzido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente com apoio da Secretaria Municipal de Infraestrutura.
A remoção deixou troncos e tocos espalhados pelo local, chamando a atenção de quem circula pelo parque. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável de Campo Grande informou que a leucena é uma espécie invasora e pode comprometer a biodiversidade.
Por que a leucena é retirada
A espécie cresce rapidamente, se reproduz com facilidade e também consegue rebrotar depois do corte. Onde se instala, pode reduzir em até 70% a diversidade de plantas nativas. Uma única árvore chega a produzir até 250 mil sementes, o que dificulta o controle e favorece a ocupação de áreas verdes.
A Prefeitura de Campo Grande considera a retirada o primeiro passo para recuperar locais degradados. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos já havia removido leucenas na mesma área em julho do ano passado. Desde o ano passado, outras praças também passaram por ações semelhantes, incluindo a Praça das Águas, entre as avenidas Afonso Pena e Ricardo Brandão.
Plantio de espécies nativas
Em 2025, o município recuperou cerca de 19 mil metros quadrados ocupados por leucenas em Áreas de Preservação Permanente. Como parte da recuperação, foram plantadas 600 mudas nativas em três pontos da bacia do Córrego Bandeira: 200 próximas à Rua Portuguesa, 200 no Parque Linear das Cabaças, ao lado da Praça do Preto Velho, e 200 na margem do Córrego Portinho Pache.
A moradora Ivalli Gonçalves, de 41 anos, afirmou que os cortes começaram no último mês. Ela contou que a retirada teve início dentro do córrego e avançou para a área externa. Para quem costuma caminhar com o cachorro pelo parque, Ivalli percebeu o espaço mais limpo e relatou uma sensação maior de segurança.
Antes da intervenção, segundo a moradora, o excesso de vegetação deixava o trecho mais escuro e deserto, o que aumentava o receio de passar pelo local. A ação agora segue como parte da recuperação ambiental da área.








