Ideias para a sua casa
Brasil

Câmara de Ponta Porã suspende vereador após prisão por acidente

Dionaldo Morinigo ficará afastado por até 120 dias, sem remuneração, enquanto o caso é analisado pelo Legislativo.

Câmara de Ponta Porã suspende vereador após prisão por acidente
Foto: Reprodução

A Câmara Municipal afastou nesta quarta-feira (30) o vereador Dionaldo Morinigo (PDT), que está sob investigação após ser preso por suspeita de ameaçar e tentar subornar um escrivão da Polícia Civil depois de um acidente de trânsito. O mandato ficará suspenso por até 120 dias, sem direito à remuneração.

A decisão foi tomada pela maioria dos vereadores, que acatou o parecer da Procuradoria Jurídica do Legislativo. O procedimento previsto no Regimento Interno foi instaurado na terça-feira, e a Câmara informou que Morinigo poderá apresentar defesa antes da decisão definitiva sobre o caso.

Em nota, o Legislativo afirmou que o parlamentar teve assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa. Também informou que ainda não recebeu comunicação oficial das autoridades sobre a liberdade concedida ao vereador, dado considerado necessário para avaliar os desdobramentos do caso.

Acidente e acusações

Morinigo, subtenente do Corpo de Bombeiros, foi preso na noite de 18 de setembro, após uma colisão que deixou gravemente ferido um adolescente de 17 anos. O vereador dirigia uma Toyota Hilux quando bateu na lateral de uma picape Saveiro conduzida pelo adolescente, no cruzamento das avenidas Presidente Juscelino Kubitschek e Heliodoro Salgueiro.

Segundo o registro da ocorrência, Morinigo deixou o local após a batida. Um escrivão da Polícia Civil que presenciou o acidente acompanhou a caminhonete e conseguiu abordá-la dois quilômetros depois. O vereador teria perguntado se havia uma forma de “resolver ali” a situação para evitar o acionamento de outros órgãos. A conduta foi registrada como tentativa de corrupção ativa.

Morinigo estava armado com uma pistola Sig Sauer calibre 9mm, de origem estrangeira e sem registro. Ele também se recusou a fazer o teste do bafômetro. Policiais militares fizeram um auto de constatação de embriaguez após observarem forte odor etílico, agressividade e latas de cerveja dentro da caminhonete.

O vereador, de 49 anos, foi solto na terça-feira (29) por decisão de Fernando Moreira Freitas da Silva, da 1ª Vara Criminal e Juiz das Garantias de Naviraí. A liberdade provisória foi concedida com uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias e recolhimento domiciliar durante o período noturno.

O Ministério Público foi favorável à liberdade porque a investigação ainda depende de diligências e precisa retornar à Polícia Civil. A defesa contesta a versão policial e afirma haver irregularidades na prisão. Para o advogado Marcos Ivan, não há provas suficientes para sustentar as demais acusações. “O que aconteceu foi um acidente de trânsito”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5