O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu parcerias entre o setor privado e universidades para mapear o solo brasileiro e ampliar a exploração de terras raras no país. A proposta foi apresentada em entrevista nesta quinta-feira (17), durante uma conversa com Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro.
Questionado sobre o uso de capital estrangeiro na exploração de minerais estratégicos, Caiado afirmou ter se incomodado ao descobrir que o Brasil vendia “boa parte” das terras raras extraídas como bens primários para a China.
Parcerias internacionais e produção nacional
Segundo o candidato, após tomar conhecimento desse cenário, ele procurou imediatamente o Japão e os Estados Unidos para buscar parcerias na extração do mineral.
Caiado também defendeu que a separação das terras raras seja feita em solo brasileiro. A ideia, de acordo com o candidato, é desenvolver internamente os setores tecnológicos ligados a esses minerais e vender produtos manufaturados, em vez de commodities.
Para viabilizar o desenvolvimento do setor, ele citou a necessidade de mapear o solo e propôs a atuação conjunta de empresas privadas e universidades. A defesa apresentada combina a busca por parceiros estrangeiros para a extração com a realização das etapas de separação e desenvolvimento tecnológico no Brasil.
As terras raras são o foco da proposta discutida durante a entrevista, que também abordou a participação de capital estrangeiro na exploração de minerais estratégicos. Caiado sustentou que o país deve avançar na produção de itens manufaturados a partir desses recursos, em vez de concentrar as vendas em bens primários.







