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Plataformas na Austrália terão de permitir controle sobre algoritmos

Projetos de lei criam dever de cuidado para redes sociais e preveem multa de até 78 milhões de dólares por falhas na proteção de jovens.

Plataformas na Austrália terão de permitir controle sobre algoritmos

As redes sociais que operam no país poderão ser obrigadas a permitir que os usuários desativem os algoritmos responsáveis por definir o conteúdo exibido. A medida faz parte de projetos de lei apresentados pelo governo nesta terça-feira (8), que também estabelecem regras para proteger jovens de materiais prejudiciais.

As propostas criam um “dever de cuidado” para empresas responsáveis por plataformas como Facebook, TikTok e Instagram. Caso não cumpram as exigências, as companhias poderão receber multas de até 78 milhões de dólares, valor equivalente a quase 400 milhões de reais.

Proteção para menores

As empresas deverão impedir que menores de 18 anos sejam expostos a pornografia, cyberbullying e conteúdos que promovam crimes ou estimulem transtornos alimentares. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que a decisão foi tomada após pressão da população: “Estamos tomando medidas porque a comunidade disse 'chega'”.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre o uso de algoritmos considerados viciantes. Essas ferramentas são acusadas de conduzir usuários a conteúdos extremos para mantê-los engajados nas plataformas.

A Austrália foi o primeiro país a adotar, no ano passado, uma proibição ao acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Dados divulgados em agosto, porém, mostraram que esse grupo aumentou o tempo de uso de aplicativos como TikTok e Instagram apesar do veto.

A ministra das Comunicações, Anika Wells, disse que as “plataformas e ferramentas (das empresas de tecnologia) infiltraram nossa vida diária de maneiras que nunca imaginamos”. Os projetos serão apresentados ao Parlamento ainda este ano, depois de consultas com empresas de tecnologia e organizações da sociedade civil.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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