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Ato na Paulista exalta Trump, mas discursos miram Alexandre de Moraes

Manifestação de 7 de Setembro teve símbolos dos Estados Unidos e cobranças contra o ministro do STF; Flávio Bolsonaro não citou Daniel Vorcaro.

7 de setembro na Paulista: Flávio tenta se descolar de Vorcaro em ato com símbolos dos EUA e manifestantes pedindo intervenção de Trump

A manifestação bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista reuniu bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, referências a Donald Trump e pedidos para que o presidente estadunidense acompanhasse as eleições brasileiras. No palanque, porém, os principais oradores evitaram defender publicamente uma intervenção estrangeira no pleito ou mencionar Trump.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também não citou Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nos últimos meses, foi revelada uma relação direta entre os dois, e Flávio chegou a chamar o empresário de irmãozão enquanto pedia dinheiro a ele.

A ausência de Trump nos discursos ocorreu em um ato que teve um boneco gigante do presidente dos Estados Unidos, cartazes em inglês, bonés com as mensagens “Trump 2028” e “Make America Great Again” e um manifestante vestido como Elvis Presley. A enorme bandeira estadunidense vista na Paulista no ato bolsonarista de 7 de Setembro de 2025 não apareceu desta vez.

Moraes concentra os ataques

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi o nome mais citado pelos políticos. As revelações sobre suas relações com Daniel Vorcaro foram usadas para pedir seu afastamento ou impeachment e para defender a eleição de uma maioria de direita no Senado.

Flávio afirmou que “Esse consórcio de Lula com Moraes vai acabar”. Em seu discurso, disse que, se eleito, indicará ao Supremo ministros contrários ao aborto, às drogas e ao que chamou de ideologia de gênero nas escolas. Também comparou a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado a uma segunda facada, em referência ao atentado sofrido pelo pai durante a campanha de 2018.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou uma abordagem menos agressiva, mas defendeu uma reação do Senado contra Moraes e reforçou a importância de eleger parlamentares de direita para a Casa. O Senado é responsável constitucionalmente por processar eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu a saída de Moraes, afirmou que os bolsonaristas tirariam o que chamou de sorriso debochado do rosto do ministro e disse que o lugar dele seria a cadeia. Também prometeu realizar um ato diante da casa de Davi Alcolumbre (União-AP) para pedir o impeachment.

Silas Malafaia chamou Moraes de ditador da toga e pediu que o presidente do STF afastasse o ministro. O pastor afirmou que a mobilização não buscava desmoralizar a Corte, mas depois defendeu uma ofensiva contra o magistrado. Malafaia ainda mencionou conversas reveladas entre Vorcaro e Moraes e acusou o ministro de agir contra André Mendonça após o magistrado indicado por Jair Bolsonaro retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal.

Cartazes em defesa de Mendonça apareceram durante a manifestação, e o nome dele foi aclamado pelo público. Nikolas Ferreira reconheceu ter trocado mensagens com Vorcaro e pedido ajuda para resolver uma questão ligada a um ativo minerário de um conhecido. O deputado nega ter recebido dinheiro do empresário.

Tarcísio recebeu, em 2022, R$ 2 milhões de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e maior doador individual de sua candidatura ao governo de São Paulo. O governador nega favorecimento, afirma nunca ter tido contato com Vorcaro ou Zettel e diz que a acusação beira o ridículo.

Mudança no discurso sobre as tarifas

A postura de Flávio na Paulista também contrasta com manifestações anteriores de apoio a Trump. Quando o presidente dos Estados Unidos anunciou, em julho de 2025, uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, o senador agradeceu ao republicano nas redes sociais e compartilhou uma mensagem de Eduardo Bolsonaro com o mesmo tom.

No fim de agosto deste ano, já como candidato, Flávio afirmou em sabatina ao Jornal Nacional que Eduardo havia errado ao agradecer pelas tarifas. A declaração ocorreu depois que ele reconheceu que as sanções estadunidenses poderiam prejudicar sua candidatura.

Em julho, Flávio enviou ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) um pedido para que uma nova tarifa de 25% contra o Brasil não fosse aplicada antes das eleições. Para o senador, a medida poderia ser interpretada como uma tentativa de influenciar a disputa brasileira.

Governo Lula destaca soberania

Em Brasília (DF), o governo Luiz Inácio Lula da Silva colocou a soberania nacional no centro das comemorações oficiais. Na véspera, em pronunciamento em cadeia nacional, Lula afirmou que o Brasil não deveria “baixar a cabeça diante de potências estrangeiras” e declarou que o país não seria colônia de ninguém.

O presidente associou a soberania à decisão sobre riquezas nacionais, como terras raras, petróleo e água doce. Também defendeu o uso de minerais críticos e outros recursos estratégicos para desenvolver tecnologia e gerar empregos no Brasil.

A mensagem foi repetida no desfile da Esplanada dos Ministérios, realizado sob o lema Soberania: a força que une o Brasil. A cerimônia incluiu blindados, mísseis, embarcações, aeronaves, máquinas da agricultura familiar, estoques públicos de alimentos, ações de vacinação, educação, proteção ambiental e defesa das riquezas naturais. Cerca de 4 mil civis e militares participaram.

O desfile ainda destacou o combate à violência contra meninas e mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Parte do público pediu o fim da escala 6×1, manifestou apoio a Lula e se posicionou contra a anistia aos envolvidos nos atos golpistas. A cerimônia teve a presença de Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Edson Fachin.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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