CAMPO GRANDE — Ana Beatriz Martins acordou cedo neste domingo (4) para votar pela primeira vez. Aos 16 anos, ela ainda não é obrigada a participar das eleições, mas decidiu estrear diante da urna durante uma viagem com a mãe, Nadia Morinigo, de 33 anos.
As duas estavam em Campo Grande para o casamento da irmã de Nadia. Moradora de Bonito, a empresária já tinha uma viagem marcada para o fim de semana da eleição e solicitou o voto em trânsito para conseguir participar. A filha a acompanhou e também aproveitou a ocasião para votar.
“Eu estou um pouquinho nervosa. Já votei, mas estou um pouquinho nervosa”, contou Ana Beatriz depois de deixar a seção eleitoral.
Escolha pelo primeiro título
O voto aos 16 anos é facultativo. Antes de escolher os candidatos, Ana disse que pesquisou sobre as opções. A decisão de tirar o título, segundo Nadia, partiu da própria adolescente, logo depois de completar 16 anos.
Ana fez aniversário no dia 10 de março. O prazo para inscrição do título terminava no dia 5 de maio, e ela pediu à mãe que a ajudasse a fazer o documento.
Nadia contou que acompanhou a filha com orgulho e lembrou que também tinha 16 anos quando decidiu participar de uma eleição pela primeira vez. Para ela, o envolvimento com as urnas é uma forma de exercer a cidadania e acompanhar a atuação do governo do Estado, da prefeitura e do governo do Brasil.
A família também levou em conta a participação do padrasto de Nadia, que tem 79 anos. Nessa faixa etária, o voto também é facultativo, mas ele decidiu comparecer às urnas.
Voto em trânsito durante a viagem
Nadia chegou a Campo Grande na manhã de sábado (3) para o casamento da irmã. Como parentes vieram de diferentes cidades e estados, alguns deles também fizeram a opção pelo voto em trânsito.
Depois de pesquisar como o procedimento funcionava, ela solicitou a mudança dentro do prazo, que terminava em 20 de agosto, e avisou os irmãos que moram em outro estado. Entre os familiares estavam pessoas de Caxias do Sul (RS), Dourados, Coxim e outras cidades.
A empresária foi cedo ao local de votação porque ainda retornaria a Bonito no mesmo dia. Para Ana Beatriz, a experiência terminou com um incentivo a outros adolescentes da mesma idade: que participem das eleições e exerçam a cidadania desde cedo.








