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Acervo de ex-sócio relata cobranças e favores ligados a Flávio Bolsonaro

Mensagens, fotos e documentos registram disputa de R$ 1,4 milhão, presentes de luxo e negociações envolvendo o senador.

Dossiê de ex-sócio revela rede de favores, prostituição, orgias, mimos de luxo e pressões contra Flávio Bolsonaro

Mensagens, áudios, fotos e documentos reunidos pelo empresário Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio de Flávio Bolsonaro na chocolateria Kopenhagen do BarraShopping, registram uma disputa financeira e episódios envolvendo relações pessoais, presentes de luxo e articulações em Brasília. O material também reúne conversas com aliados, advogados e empresários próximos do senador.

A parceria comercial e pessoal entre Flávio Bolsonaro e Santini começou no início dos anos 2000 e terminou após as eleições de 2022. O conflito envolveu o encerramento da loja Bolsotini Chocolates e Café Ltda. Santini passou a cobrar do parlamentar um acerto de R$ 1,4 milhão. O estabelecimento havia sido investigado anteriormente pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no caso das rachadinhas, mas o procedimento foi arquivado pela Justiça.

Durante a disputa, Santini apresentou à dentista Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, registros de encontros sociais e festas privadas promovidas pelo grupo. Entre as mensagens arquivadas estão combinações de encontros em hotéis de luxo do Rio de Janeiro, incluindo o Grand Hyatt, com diárias de R$ 3 mil.

Em uma conversa, Flávio Bolsonaro pediu que o ex-sócio se afastasse de sua família e afirmou ter se arrependido de escolhas do passado. Em outro trecho, Santini mencionou que tinha informações sobre tratativas relacionadas a processos no Supremo Tribunal Federal e citou o ministro Kassio Nunes Marques. Na sequência, o senador respondeu: “Terça às 15:00 no meu gabinete, ok”.

O encontro terminou em um acordo entre as partes, encerrando as cobranças públicas e os litígios. Atualmente, a disputa está encerrada, e Santini voltou a manifestar apoio político ao parlamentar nas redes sociais.

O conjunto de documentos também descreve despesas atribuídas a pessoas próximas de Flávio. O advogado Alan Belaciano aparece como responsável pelo pagamento de equipamentos para a academia da residência do senador em Brasília, em valor superior a R$ 90 mil. Registros indicam ainda a compra de um relógio Rolex Submariner Date, em ouro branco, por R$ 305 mil, em fevereiro de 2022. A aquisição teria sido feita em nome do advogado e destinada ao parlamentar. Flávio já declarou que os equipamentos foram obtidos por meio de um empréstimo pessoal e classificou acusações de chantagem como infundadas.

As mensagens citam também o ex-assessor Fabrício Queiroz e o advogado Frederick Wassef. Em conversa com Santini, Wassef atribuiu a um habeas corpus de sua autoria no STF a anulação de relatórios de inteligência financeira e de atos do Coaf. Santini respondeu que o poder teria influenciado Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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