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Troca de motorista exige parada fora do fluxo da rodovia

Revezar ao volante deve ser planejado em locais com estacionamento permitido, especialmente quando a viagem inclui pausas para descanso.

Troca de motorista exige parada fora do fluxo da rodovia

A troca de motorista durante uma viagem precisa entrar no planejamento antes de a família chegar ao limite do cansaço. Para fazer o revezamento com segurança, o veículo deve estar estacionado em um local permitido, afastado do fluxo da rodovia e com espaço suficiente para os ocupantes.

O acostamento não deve ser usado como ponto habitual de descanso. Esse espaço é destinado a situações de segurança e à imobilização em casos de emergência. Quando os adultos abrem as portas, saem do carro ou caminham ao redor do veículo para mudar de lugar, ficam próximos ao tráfego. O risco de exposição aumenta em trechos estreitos, com pouca visibilidade ou passagem de veículos pesados.

O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

O artigo 181, inciso VII, do Código de Trânsito Brasileiro prevê infração leve para quem estaciona no acostamento, salvo motivo de força maior. A conduta pode resultar em multa e na remoção do veículo. Uma troca programada de condutor não cria automaticamente essa exceção: a avaliação depende das circunstâncias e da existência de uma necessidade imediata que impeça a continuidade da viagem com segurança.

Também é importante diferenciar uma parada comum de uma permanência para descanso e revezamento. Para o CTB, parada é a imobilização destinada ao embarque ou desembarque pelo tempo necessário. Ficar poucos minutos não transforma, por si só, o acostamento em local autorizado para descansar ou trocar quem está ao volante.

Como escolher o ponto de parada

A família deve identificar, antes de entrar na rodovia, locais de apoio ao longo do trajeto e alternativas caso o primeiro esteja fechado ou lotado. Postos de combustíveis, restaurantes e áreas próprias de apoio podem ser opções, desde que tenham estacionamento adequado. É necessário observar o acesso, a sinalização e o espaço disponível, sem parar na entrada ou em áreas destinadas à circulação.

Depois de estacionar corretamente, o motorista que assumirá a condução deve ajustar banco, espelhos e cinto antes de retomar a viagem. Ele também precisa estar descansado e habilitado para o veículo. O revezamento deixa de cumprir sua função quando os dois adultos estão sonolentos ou tentam manter um horário apertado.

Quando o cansaço aparece de repente

A Polícia Rodoviária Federal orienta programar pausas a cada três horas, mas esse intervalo não autoriza continuar dirigindo se o cansaço surgir antes. O planejamento deve considerar a distância entre pontos com estacionamento permitido, o horário de saída, o descanso na noite anterior e o tempo necessário para alimentação, banheiro e troca ao volante. Também é preciso admitir a possibilidade de encerrar o deslocamento antes do destino previsto.

Se o condutor perder as condições de continuar, a situação passa a exigir uma decisão de emergência, diferente da escolha habitual de usar a lateral da rodovia para descansar. A prioridade é interromper a exposição ao perigo da maneira mais segura possível e buscar orientação da concessionária ou da PRF pelo 191 nas rodovias federais. O pisca-alerta não transforma um local inadequado em estacionamento permitido.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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