Os preços do petróleo subiam mais de 1% nesta terça-feira após ataques contra a infraestrutura energética da Arábia Saudita interromperem o oleoduto Leste-Oeste do país. A paralisação elevou o temor de que os reparos nas instalações e nas rotas de transporte demorem mais tempo.
Às 8h30 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam US$ 0,34, ou 0,32%, para US$ 106,02 por barril. No mesmo horário, o petróleo WTI, dos Estados Unidos, subia US$ 1,02, ou 1,01%, para US$102,41 por barril.
Os ataques mais recentes foram atribuídos aos houthis, no Iêmen, grupo apoiado pelo Irã. Na segunda-feira, os houthis afirmaram ter lançado dezenas de mísseis e drones contra uma base aérea militar em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita. Segundo o grupo, os alvos incluíam hangares de aeronaves, radares, pistas de pouso e depósitos de munição.
A ofensiva ocorreu depois de ataques de sexta-feira contra a Arábia Saudita, atribuídos por Riade a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque. A ação afetou o oleoduto Leste-Oeste, usado para exportar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz.
Risco para as exportações
Compradores e operadores avaliam que a Arábia Saudita pode ficar sem petróleo bruto disponível para exportação em poucos dias caso o oleoduto não volte a funcionar. O ataque ameaçou até 4% do abastecimento mundial de petróleo.
O Goldman Sachs informou que os danos podem colocar em risco os 2 mb/d restantes das exportações recentes de Yanbu. As estimativas para a conclusão dos reparos variam de “muito em breve” a oito semanas.
A instituição também afirmou que a escalada dos ataques aumentou a possibilidade de o Brent superar US$ 120 por barril em um cenário no qual a produção média de petróleo do Golfo em 2027 permaneça 4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis anteriores à guerra.
O tráfego de navios de commodities pelo Estreito de Ormuz caiu para quatro na segunda-feira, ante 10 no dia anterior, conforme dados preliminares da Kpler divulgados na terça-feira. Antes do início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a rota era responsável pela passagem de cerca de um quinto dos suprimentos globais de petróleo.








