Antes de avaliar uma pedra amarelada encontrada na terra, é preciso observar como ela reage. A pirita pode brilhar bastante sob o sol, mas quebra facilmente como vidro quando recebe uma batida fraca de martelo. Já o ouro é muito macio, risca com facilidade e pode dobrar sem se partir em vários pedaços.
Essas características ajudam a evitar confusões antes de levar o achado a um especialista para avaliar seu valor no mercado. Na natureza, o metal aparece principalmente em duas situações: preso em rochas ou acumulado no leito dos rios.
Onde o ouro aparece nas rochas
A ocorrência em rochas está ligada a formações metamórficas e vulcânicas muito antigas, criadas sob forte pressão do planeta. Fluidos quentes sobem por fraturas da crosta e carregam minerais ricos em sulfetos. Quando esse material esfria, o ouro pode ficar retido em veios de quartzo nas serras.
No Brasil, são citadas áreas como o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais; a região de Curiopolis e a Serra dos Carajás, no Pará; a província mineral do Tapajós, no norte do país; e os canteiros de garimpo no interior de Goiás. Esses locais reúnem grandes mineradoras e garimpeiros locais. A atividade atrai investimentos há mais de 300 anos.
Como os rios acumulam o metal
A chuva e o vento desgastam as montanhas ao longo de milhares de anos, liberando grãos dourados que estavam presos nas fendas. A água leva esse material para as partes mais baixas, até ele chegar aos rios.
Como o ouro é 19 vezes mais pesado que a água, ele afunda rapidamente. Por isso, pode ficar retido nas curvas dos rios e sob pedras grandes. O cascalho acumulado no fundo do leito é lavado com bateia na margem.
Essa ocorrência é associada ao minério de aluvião. Já o metal preso na rocha exige que o material duro seja moído, o que muda a rotina de quem procura ouro. Em ambos os casos, a identificação correta da formação ou do depósito é essencial para diferenciar uma possível descoberta de um cristal que apenas imita o brilho do metal.







