Os mercados financeiros iniciam esta terça-feira, 15 de setembro, em queda em diferentes regiões, enquanto investidores monitoram a alta do petróleo e aguardam as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve na Super Quarta.
Por volta das 8h, o barril do Brent subia 2,31%, negociado a 108,12 dólares, depois de se aproximar dos 110 dólares mais cedo. O WTI avançava 2,64%, a 104,07 dólares. O movimento ocorre após a Arábia Saudita fechar o oleoduto Leste-Oeste, uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz, depois de ataques registrados na semana passada.
Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos ultrapassou 5%, no maior nível desde 2007. Os futuros de Wall Street apontavam queda: o Nasdaq recuava 0,42%, o S&P 500 cedia 0,37% e o Dow Jones caía 0,48%.
As bolsas europeias também operavam no negativo na abertura, com quedas no FTSE 100, no DAX e no CAC 40. Na Ásia, os principais índices encerraram o pregão em baixa, e o Hang Seng perdeu 1%.
Commodities e mercado brasileiro
O ouro recuava para 4.309 dólares por onça, em meio à expectativa de juros mais altos. Em Dalian, na China, o minério de ferro fechou com queda de 0,56%, a 707,50 yuans por tonelada.
O bitcoin caía 1,22% e era cotado a 76.932 dólares. No Brasil, o Ibovespa terminou a última sessão com baixa de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. A Vale caiu 3,48%, pressionada pelo recuo do minério de ferro na China. O dólar subiu 0,44% e fechou a 5,1479 reais.
Nesta terça-feira, o mercado local aguarda a Pesquisa Mensal de Comércio de julho, prevista para as 9h, e a primeira sessão da reunião do Copom. A decisão sobre os juros deve ser concluída na Super Quarta.
O Supremo Tribunal Federal analisa se há elementos para abrir investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. O tema mantém os investidores atentos aos desdobramentos da crise no Judiciário e a possíveis reflexos sobre a disputa eleitoral de outubro.







