A produção brasileira de veículos chegou a 271,2 mil unidades em agosto, alta de 6,8% sobre julho e de 9,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O resultado foi o melhor para agosto desde 2013.
O desempenho do mercado interno ajudou a sustentar o setor. As vendas somaram 275,1 mil unidades no mês, queda de 1,6% ante julho, mas avanço de 22,1% em relação a agosto de 2025. Nos oito primeiros meses de 2026, os emplacamentos chegaram a 1,975 milhão, crescimento de 18,4%.
Produção e estoques
Entre janeiro e agosto, as fábricas produziram quase 1,9 milhão de veículos, volume 8,5% maior que o registrado no mesmo período de 2025. O estoque ao fim de agosto era de 506 mil unidades, ante 525 mil em julho, quantidade equivalente a 50 dias de vendas. Segundo a Anfavea, 324 mil veículos estocados eram importados.
Para Igor Calvet, presidente da entidade, a demanda deve continuar aquecida até o fim do ano, embora o setor enfrente forte concorrência com o aumento dos veículos importados.
Calvet também afirmou que 2027 pode trazer uma reorganização do setor. Entre os fatores citados estão um possível impacto na produção local após a criação de imposto de importação para kits de veículos completamente desmontados, conhecidos como CKD, e a redução dos estoques.
“Nossas empresas associadas têm demonstrado confiança anunciando investimentos de longo prazo”, disse o presidente da Anfavea. Ele acrescentou que o mercado brasileiro ainda tem potencial de crescimento.
Exportações em queda
As exportações seguiram em direção oposta à produção e às vendas internas. Em agosto, os embarques caíram 31,7% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, a retração foi de 22,9%, para 294,1 mil veículos.
A Argentina, principal mercado externo do setor no Brasil, registrou queda de 36,6% nos embarques ao longo do ano, de acordo com os dados da Anfavea.







