Os mercados financeiros reagem nesta quinta-feira (17) às decisões de juros tomadas nos Estados Unidos e no Brasil. O Federal Reserve aumentou a taxa americana em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Horas depois, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano.
A decisão do Fed ocorreu na quarta-feira (16) e marcou a primeira elevação dos juros americanos desde 2023. Já o corte brasileiro foi o quinto consecutivo e teve aprovação unânime dos integrantes do Copom.
Bolsas e dólar
As declarações de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve, pressionaram os ativos de mercados emergentes. Ele afirmou que os índices do verão americano não indicam melhora significativa e defendeu a manutenção de juros elevados por mais tempo.
O Ibovespa caiu 0,51% na quarta-feira e terminou o pregão aos 185.547,66 pontos. O dólar fechou a sessão em 5,1514 reais, com baixa de 0,07%. No mercado futuro, o contrato de DI para janeiro de 2027 ficou praticamente estável, em 13,580%.
O comunicado do Copom manteve a possibilidade de novos cortes. Em Nova York, o EWZ, fundo que acompanha ações brasileiras, fechou em queda de 0,79% e depois passou a oscilar entre altas leves de 0,2% e 0,3% após o encerramento do pregão regular.
No início da manhã, os futuros de Wall Street subiam: o Dow Jones avançava 0,68%, o S&P 500 tinha alta de 0,71% e o Nasdaq ganhava 0,86%. Na Europa, o Stoxx 600 subia 0,40% e o FTSE 100, 0,50%.
Commodities e mercados internacionais
Na Ásia, o Nikkei avançou 0,33%, enquanto o Kospi ficou praticamente estável. O Xangai recuou 0,41%, o Shenzhen caiu 0,33% e o Hang Seng perdeu 0,44%.
O petróleo recuava com o aumento da oferta saudita e o alívio nas rotas de exportação. O WTI era negociado a 101,41 dólares por barril, após baixa de 1%, enquanto o Brent caía 1,37%, a 104,38 dólares.
O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos recuou para 4,99%. Nas últimas 24 horas, o Bitcoin subiu 0,79% e chegou a 76.402,51 dólares.







