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Petrobras limita perdas e Ibovespa termina o dia aos 187.422,92 pontos

Mercado acionário brasileiro avançou 0,44% em sessão influenciada por eleições, ata do Banco Central e cenário externo.

Petrobras limita perdas e Ibovespa termina o dia aos 187.422,92 pontos

A recuperação das ações da Petrobras ajudou o Ibovespa a encerrar esta terça-feira em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos. O índice oscilou entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos, enquanto o volume financeiro alcançou R$30,23 bilhões.

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, afirmou que a companhia enviará uma sonda de perfuração à Bacia da Foz do Amazonas em janeiro. O equipamento será usado para iniciar trabalhos em três novos poços.

Eleições e juros no radar

O cenário eleitoral esteve entre os principais temas acompanhados pelos investidores. Uma nova pesquisa Quaest, conhecida na véspera, confirmou uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo Palácio do Planalto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e o mercado aguarda novos levantamentos ao longo da semana.

Para Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de ações e sócio do BTG Pactual, a bolsa ficou praticamente “de lado”, sem grandes variações ou destaques. Ele avaliou que a proximidade da votação deixou os investidores “em compasso de espera”, especialmente depois do desempenho positivo recente.

Em setembro, o Ibovespa acumula valorização de 5,64%. Dados da B3 mostram saldo positivo de capital externo de R$9,23 bilhões no mês até o dia 18.

O Banco Central divulgou a ata da última reunião de política monetária. O documento manteve o tom do comunicado que acompanhou a decisão da semana passada, quando a Selic foi reduzida para 13,75% ao ano.

Ações e cenário internacional

PETROBRAS PN subiu 0,73%, enquanto PETROBRAS ON avançou 0,61%, mesmo com a queda do petróleo no exterior. O Brent recuou 1,09%, para US$99,25. O movimento ocorreu em meio à sinalização do Irã de que poderá reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias e à preparação da Arábia Saudita para retomar exportações pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

A Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, também esteve no foco, com discursos de Lula e do presidente norte-americano, Donald Trump. Havia expectativa de avanço diplomático relacionado à guerra no Irã. À tarde, Trump afirmou que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião “muito boa” de três horas com a delegação iraniana.

Em Nova York, o S&P 500 terminou estável. O rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano ficou em 4,9511% no fim do dia, ante 4,963% na véspera.

ITAÚ PN ganhou 0,23%, BRADESCO PN avançou 1,49% e BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 0,71%. Na direção oposta, BANCO DO BRASIL ON caiu 1,39% e SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,6%, em meio a novos avanços relacionados à oferta de troca feita pelo controlador espanhol Santander para adquirir ações em circulação da subsidiária brasileira.

VALE ON fechou em alta de 0,39%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A companhia confirmou a aquisição de 30% da mineradora Ligga S.A., por meio de aporte de aproximadamente US$190 milhões, além da assinatura de um contrato para compra de minério de ferro sinter feed produzido pela empresa.

SUZANO ON subiu 2,81% após notícias sobre reajustes da celulose em outubro. Para clientes da Ásia, a elevação comunicada é de US$20 por tonelada; nas Américas e na Europa, de US$50.

AXIA ON avançou 1,27% depois que o conselho de administração aprovou uma operação de resgate de 70.716.228 ações preferenciais classe C (PNC), equivalentes a R$3,9 bilhões e a 15,46% dessa classe. Já VIVARA ON caiu 4,37%, em uma sessão de ajustes após duas altas consecutivas; na véspera, o papel havia subido quase 5,5%.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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