Ideias para a sua casa
Bolso

Fiscalização ainda não começou e pode adiar operação da Rota Bioceânica

Centro de controle entre Brasil e Paraguai segue em fase de adaptação, enquanto acessos brasileiros têm cerca de 30% de execução.

Fiscalização ainda não começou e pode adiar operação da Rota Bioceânica
Foto: Toninho Ruiz/Reprodução

A ponte internacional entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final, mas o centro que concentrará a fiscalização das cargas ainda não começou a ser construído. Por isso, a Receita Federal estima que a operação comercial da Rota Bioceânica comece somente em 2028.

Os acessos brasileiros à ponte têm cerca de 30% de execução. A estrutura de controle, porém, está em fase de adaptações e redesenho para atender a novas demandas das instituições de fronteira e do governo paraguaio.

Centro de controle ainda depende de ajustes

O Centro Integrado de Controle de Fronteira reunirá os órgãos brasileiros de fiscalização e deverá funcionar como um complexo binacional. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a obra não começou porque o projeto ainda está sendo ajustado e passará por avaliação das instituições envolvidas.

O acordo internacional prevê que o Brasil construa um Centro Integrado de Cabeceira Única, com a integração de instituições fronteiriças do governo paraguaio. A proposta atende a um pedido do Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, que intermedeia as reuniões binacionais.

O Paraguai deverá atuar no espaço brasileiro de controle com manutenção da própria competência aduaneira, com base no princípio da extraterritorialidade. O pacote contratado pelo DNIT soma R$ 472,4 milhões e inclui o centro aduaneiro e os acessos brasileiros à ponte.

Os acessos viários têm extensão de 13 quilômetros. O Ministério dos Transportes garantiu recursos para iniciar a obra e executar grande parte dos trabalhos, mas a Receita Federal considera o centro de fiscalização o principal ponto de atenção.

Fluxo de veículos e sistemas aduaneiros

A estimativa inicial da Receita Federal é de cerca de 100 veículos por dia quando o corredor começar a operar comercialmente. O volume deve crescer de forma gradual. Entidades trabalham com uma projeção de até 2 mil veículos por dia no médio e longo prazo.

A integração digital também é um desafio. O SINTIA permite a troca eletrônica de informações entre as aduanas dos países do Mercosul, mas a interoperabilidade entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile ainda está sendo ampliada.

O Portal Único de Comércio Exterior está integrado ao sistema em 99%, enquanto Argentina, Chile e Paraguai apresentam níveis diferentes de integração. A Receita Federal avalia que a liberação das cargas dependerá do funcionamento contínuo dos sistemas nos quatro países.

Reforço no quadro da Receita

Porto Murtinho conta atualmente com dois funcionários do Fisco. A Receita Federal identificou a necessidade de ampliar esse efetivo para dez servidores.

Há um concurso autorizado, previsto para 2027 em todo o Brasil, para atender à necessidade de 30 auditores e 116 analistas. Existe a possibilidade de três chamadas, que poderiam somar 90 auditores e mais de 300 analistas.

A definição sobre a distribuição desse contingente ainda não foi tomada. Enquanto isso, servidores especialistas de Brasília, Goiânia, Cuiabá e Campo Grande também atuam de forma regional, com apoio da digitalização e da informatização.

Para a Receita Federal, a estrutura de fiscalização precisa avançar no mesmo ritmo da ponte. “A preocupação é com o Centro Integrado de Controle de Fronteira”, afirmou Erivelto Alencar, superintendente substituto da 1ª Região Fiscal da Receita Federal.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5