O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula sofre preconceito fiscal por parte do mercado financeiro. Substituto de Fernando Haddad na pasta, ele tenta convencer agentes econômicos de que o presidente será fiscalmente responsável em um quarto mandato presidencial.
A declaração foi dada após Durigan ser questionado pelo Neofeed sobre a existência de preconceito de alguns setores da economia contra o governo Lula. Ao responder se haveria preconceito fiscal, o ministro disse que sim no caso do mercado, mas fez uma distinção em relação ao agronegócio.
“Não é verdade que um governo de direita ou de extrema-direita, no caso do Brasil, é mais responsável do que o governo de centro-esquerda”, afirmou Durigan.
Relação com o agronegócio
Segundo o ministro, o discurso de governos de direita agradaria mais ao mercado porque indicaria a intenção de realizar cortes. Durigan disse que reconhece a importância do mercado para o país, mas afirmou que a relação com o agronegócio é diferente.
Na entrevista, ele citou os planos safras feitos pelo governo, classificados como os maiores da história do País. Também mencionou discussões com a Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista, além de líderes da Câmara e do Senado, sobre formas de renegociar a dívida rural do País.
Durigan afirmou ainda que pretende ajudar o agronegócio brasileiro e agricultores afetados por enchentes, estiagem, oscilação de preços e variação de insumos causada pela guerra. Ele também incluiu produtores que não estavam na demanda inicial de renegociação.
A posição repete uma reclamação já apresentada por Haddad: a de que a política econômica do governo Lula é avaliada de maneira injusta. Durigan busca apresentar a administração como fiscalmente responsável, apesar das críticas relacionadas ao programa de governo de Lula.







