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Dólar sobe 0,49% e termina o dia cotado a R$5,1490

Moeda foi influenciada pelo cenário externo, por pesquisas eleitorais e pela crise no Supremo Tribunal Federal.

Dólar sobe 0,49% e termina o dia cotado a R$5,1490

O dólar encerrou a segunda-feira em alta de 0,49%, cotado a R$5,1490. Com o resultado, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 6,19% no ano. O avanço ocorreu em um dia marcado pela valorização do dólar no exterior e por incertezas no cenário político brasileiro.

As pesquisas eleitorais recentes mostraram uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na sexta-feira, o Datafolha apontou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma simulação de segundo turno. A diferença ficou dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, configurando empate técnico.

Na manhã de segunda-feira, a pesquisa BTG/Nexus registrou 47% das intenções de voto para Lula e 46% para Flávio, também em empate técnico pela margem de erro de 2 pontos percentuais. O levantamento mostrou Lula novamente à frente em números absolutos, depois de Flávio aparecer na liderança da pesquisa anterior. Já a Quaest indicou Flávio com 42% e Lula com 40%, igualmente com margem de erro de 2 pontos percentuais.

O mercado vê com desconfiança uma possível reeleição de Lula e relaciona esse cenário às contas públicas e à inflação. Por isso, notícias menos favoráveis a Flávio, como o resultado da BTG/Nexus, contribuíram para a alta do dólar diante do real.

Pressão externa e crise no STF

No exterior, a moeda norte-americana avançou ante boa parte das principais divisas. O movimento foi associado ao conflito entre Estados Unidos e Irã, que aumentou a procura por ativos mais seguros. As preocupações com possíveis riscos da inteligência artificial também trouxeram cautela aos negócios.

A crise no Supremo Tribunal Federal acrescentou outro fator de atenção. No fim de semana, o presidente da corte, Edson Fachin, assumiu a relatoria da petição sobre mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso será julgado pelo plenário do STF na terça-feira. Fachin também marcou para o dia 23 o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master.

A cotação máxima do dólar à vista foi de R$5,1830, alta de 1,13%, às 10h54. Durante a tarde, a moeda reduziu parte dos ganhos e atingiu a mínima de R$5,1414, avanço de 0,32%, às 13h55.

Às 17h02, o dólar futuro para outubro, o contrato mais negociado no mercado brasileiro, subia 0,38% na B3, aos R$5,1680. Às 17h05, o índice do dólar avançava 0,41%, a 99,508.

Durante a tarde, Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, afirmou: “O dólar foi para acima de R$5,18 na máxima de mais cedo”. Ele relacionou o movimento à cautela externa, ao petróleo subindo mais de 3% e à disputa política.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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