O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (14) em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,1472. Ao longo do pregão, a moeda chegou a R$ 5,1823, em um movimento associado à busca por investimentos considerados mais seguros diante da tensão no Oriente Médio e das decisões sobre juros esperadas no Brasil e nos Estados Unidos.
A valorização acumulada pelo dólar é de 0,43% na semana. Ainda assim, a moeda registra recuo de 0,63% em setembro e de 6,22% desde janeiro. A alta pode encarecer produtos importados e mercadorias fabricadas no Brasil que utilizam peças ou matérias-primas compradas no exterior.
O petróleo também avançou. Um ataque com drones interrompeu por algum tempo o transporte em um oleoduto da Arábia Saudita que permite levar combustível sem utilizar o Estreito de Ormuz, passagem relevante para o comércio mundial. Perto das 17h, o Brent subia 1,49%, a US$ 106,17 por barril. O WTI avançava 1,75%, para US$ 101,80.
A elevação do petróleo pode aumentar os custos de combustíveis, transporte e produção. Também pode dificultar a redução da inflação e pesar nas decisões dos bancos centrais sobre as taxas de juros.
Decisões sobre juros
No Brasil, a expectativa do mercado é que o Copom (Comitê de Política Monetária) reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (16), para 13,75% ao ano. Taxas menores tendem a estimular o consumo e os investimentos, mas podem diminuir a entrada de recursos estrangeiros e pressionar o dólar.
Nos Estados Unidos, os investidores aguardam a decisão do Fed (Federal Reserve). A possibilidade de aumento dos juros ganhou força após dados recentes de inflação. Taxas mais altas no país podem tornar os investimentos locais mais atraentes e direcionar recursos para fora de mercados como o brasileiro.
O Ibovespa fechou em queda de 0,91%, aos 185.501 pontos. Mesmo com o recuo do dia, o índice acumula alta de 4,56% em setembro e de 15,13% no ano.







