A criação de empregos nos Estados Unidos em agosto superou as expectativas do mercado, enquanto Donald Trump voltou a pressionar o Federal Reserve (Fed) por uma redução dos juros. A divulgação dos dados aumentou, entre operadores financeiros, as apostas em uma possível elevação da taxa ainda neste mês.
Na sexta-feira (4), o presidente afirmou que pretende interromper as relações comerciais com países com os quais a economia norte-americana registra déficit caso o banco central mantenha a taxa básica em nível elevado. Para Trump, os juros altos reduzem a competitividade dos Estados Unidos no comércio internacional.
Pressão sobre o banco central
Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente defendeu uma mudança na condução da política monetária e associou a decisão comercial à resposta do Fed. “Devemos ter a TAXA MAIS BAIXA de qualquer país do mundo… REDUZAM OS JUROS OU VOU PARAR DE NEGOCIAR COM PAÍSES COM OS QUAIS TEMOS DÉFICIT”, escreveu.
A declaração se soma às manifestações públicas de Trump contra a autoridade monetária dos Estados Unidos. Ele também afirmou: “A taxa de juros alta coloca os EUA em uma desvantagem muito injusta, e eu não vou permitir que isso aconteça!”.
O Escritório de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre o mercado de trabalho no mesmo dia da fala presidencial. O resultado sobre a criação de empregos influenciou as projeções de agentes financeiros para a taxa de juros, justamente quando Trump cobra uma redução do custo do dinheiro.







