CAMPO GRANDE — Começar a vender lingerie para complementar a renda ficou mais acessível com um sistema de consignação adotado pela Ero's Lingerie. A consultora recebe as peças, faz as vendas e acerta os valores depois. O que não for vendido pode ser devolvido ou trocado.
A empresa, que completa 23 anos, chegou neste mês a 300 consultoras ativas. O negócio é comandado por Kelly Grance Brandão, de 41 anos. Entre as revendedoras estão professoras, psicólogas e profissionais das áreas de saúde e beleza. Para algumas, a atividade é uma renda complementar; outras ampliaram as vendas e passaram a ter essa como principal fonte de renda.
Como funciona o consignado
Quem entra no sistema recebe normalmente um kit com mercadorias entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil, sem precisar comprar o estoque. O volume pode aumentar conforme o desempenho das vendas.
“A gente vai aumentando o crédito conforme as vendas”, explica Kelly. O suporte inclui técnicas de vendas, empreendedorismo, redes sociais e negociação. A equipe também acompanha quais peças têm maior ou menor saída, permitindo trocas e evitando estoque parado.
O catálogo reúne lingeries para o dia a dia, tamanhos plus size, peças sensuais, camisolas, babydolls, cuecas e produtos sazonais. Os itens também podem mudar conforme os pedidos das consultoras.
Modalidade para quem tem restrição
Para entrar no consignado, a empresa realiza consulta ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Há também uma modalidade para pessoas com restrição no nome: nesse caso, a interessada deixa R$ 300 de caução e recebe um kit inicial de aproximadamente R$ 1,2 mil.
Depois de três ciclos com os acertos feitos corretamente, o valor da caução é devolvido, e a consultora permanece no sistema sem essa exigência.
Retomada da empresa
Kelly começou a trabalhar no negócio depois de terminar o Ensino Médio. A empresa foi criada pelo pai dela e, durante anos, atuou principalmente no interior de Mato Grosso do Sul por meio de representantes.
Antes da pandemia, eram cerca de 600 consultoras ativas. A operação foi interrompida, e o pai de Kelly deixou a empresa para cuidar do filho após ficar viúvo. Ela decidiu seguir sozinha, informatizou o estoque, adotou um sistema de gestão, adaptou o espaço para atendimento e concentrou a atuação em Campo Grande.
Hoje, como única proprietária, Kelly chegou novamente a 300 consultoras. O atendimento na cidade é feito preferencialmente com horário marcado. Para quem mora fora, a empresa trabalha com atacado.








