A Boeing venceu o contrato de mais de 20 bilhões de dólares para desenvolver o F/A-XX, futuro caça de sexta geração da Marinha dos Estados Unidos. A aeronave será empregada em porta-aviões e deverá começar a ser produzida na década de 2030, caso o programa avance para essa etapa.
O acordo encerra a disputa com a Northrop Grumman e coloca a Boeing à frente dos dois principais programas americanos de caças tripulados de sexta geração. A empresa também venceu, em 2025, o projeto F-47 da Força Aérea.
O valor anunciado cobre a fase de desenvolvimento, incluindo aeronaves de teste, ensaios de voo, sistemas e integração de armas. A Marinha americana ainda não informou quantos aviões pretende comprar nem qual será o custo total do programa. A produção em série elevará o valor previsto.
Substituição e novos recursos
O F/A-XX foi planejado para substituir gradualmente os F/A-18E/F Super Hornet e os EA-18G Growler. A operação será mantida em conjunto com o F-35C, fornecido pela Lockheed Martin.
Desde o início, o novo caça deverá trabalhar com aeronaves não tripuladas. Entre os objetivos da Marinha estão ampliar o alcance e a autonomia para operações a partir de porta-aviões diante de alvos protegidos por defesas avançadas.
As autoridades americanas usam como referência um alcance cerca de 25% superior ao do F-35C. O projeto também prevê recursos mais avançados de guerra eletrônica e sistemas para controlar vários drones colaborativos, com integração de inteligência artificial.
Disputa e impacto para a Boeing
O programa quase foi adiado por uma preocupação do Pentágono: a indústria americana poderia ter dificuldades para desenvolver simultaneamente o F/A-XX e o F-47. O receio era sobrecarregar engenheiros especializados e atrasar o caça da Força Aérea, considerado prioridade.
O congresso americano manteve o financiamento e destinou recursos específicos ao projeto. Com a decisão, a Northrop Grumman ficou fora da fabricação de novos caças tripulados, enquanto a Boeing passou a concentrar os dois programas americanos de sexta geração.
O contrato também aumenta a pressão sobre a capacidade da Boeing de conduzir os dois projetos ao mesmo tempo. A empresa ainda enfrenta atrasos e pendências na aviação civil, incluindo a certificação do 737 Max 10, suspensa por um problema de software.







