SÃO PAULO — O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira (14) que o banco encerrou um período de três anos e meio com aumento no volume de ativos. Segundo ele, o total passou de 620 bilhões de reais para 1 trilhão e 100 bilhões de reais.
Durante evento do Esfera Brasil, Mercadante também defendeu que a instituição mantenha seus ativos em torno de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). A posição, disse, evita que o banco substitua o mercado de capitais ou retome a proporção alcançada depois da crise de 2008, quando chegou a 4-5% do PIB.
“Não há inovação se o Estado não correr risco”, afirmou o presidente do BNDES ao tratar do papel do poder público no desenvolvimento. Para Mercadante, o setor financeiro privado não costuma demonstrar interesse suficiente por iniciativas de inovação, o que torna necessária a atuação estatal nesse campo.
Transparência e gestão
Mercadante citou o reconhecimento do Tribunal de Contas da União (TCU) ao BNDES como a instituição estatal mais transparente do país. Ele disse que o banco recebeu essa avaliação nos três últimos anos, considerando os níveis municipal, estadual e federal.
O presidente também afirmou que a instituição tinha 747 processos contra servidores quando assumiu o comando e que, atualmente, não há nenhum. Na avaliação dele, os dados refletem um padrão de gestão baseado na eficiência de uma instituição pública estatal.
Desenvolvimento e indústria
Mercadante criticou a defesa de cortes severos no setor público e rejeitou a ideia de ampliar o banco sem controle. Também afirmou que o Brasil precisa abandonar o pensamento associado ao Consenso de Washington para avançar na reindustrialização.
Na avaliação do presidente do BNDES, insistir em Estado mínimo, desregulamentação, privatizações e retirada do Estado da economia é um equívoco que leva à desindustrialização. Ele defendeu ainda a recomposição da relação do país com o crescimento registrado durante 30 anos, em vez de considerar apenas três anos.








