A conta de energia elétrica ficará sem cobrança adicional em outubro, com o retorno da bandeira verde anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A mudança encerra a bandeira amarela, aplicada desde maio, e retira o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A Aneel informou que a alteração está ligada à melhora nas condições de geração de energia no país. A transição entre os períodos seco e úmido aumentou as chuvas em parte das principais bacias hidrográficas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Com isso, os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas começaram a se recuperar.
A maior disponibilidade de energia hidrelétrica também reduz a necessidade de acionar usinas termelétricas. Essas unidades têm custo de produção mais elevado e podem levar à cobrança de valores adicionais na tarifa.
Como funciona o sistema
A bandeira verde indica condições favoráveis para a geração de energia e não acrescenta nenhum valor à conta. Já a bandeira amarela, que vigorou até setembro, cobra R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos.
Quando a geração fica mais cara, são acionadas as bandeiras vermelhas. No patamar 1, o adicional é de R$ 4,463 a cada 100 kWh. No patamar 2, a cobrança chega a R$ 7,877 pelo mesmo consumo.
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa as condições de geração e os possíveis impactos na conta de luz. A classificação vale para consumidores cativos das distribuidoras de energia elétrica em todo o país, com exceção daqueles atendidos por sistemas isolados.








