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Falta de apoio para os filhos limita saída da pobreza para mães

Programa de Mato Grosso do Sul oferece renda e incentivos, mas mulheres ainda enfrentam dificuldades para estudar e trabalhar.

Falta de apoio para os filhos limita saída da pobreza para mães

A falta de uma rede de apoio para cuidar dos filhos pode impedir que mães em situação de vulnerabilidade voltem a estudar e melhorem a renda. É o caso de Valquiria Lino Costa, de 41 anos, empregada doméstica com carteira assinada e responsável por duas filhas, de 10 e 4 anos.

Ela recebe R$ 450 do Mais Social, programa do governo de Mato Grosso do Sul, geralmente por volta dos dias 21 e 22. O valor complementa o salário e é usado principalmente para comprar alimentos, roupas e medicamentos. Beneficiária há cerca de cinco anos, Valquiria pretende deixar o programa quando conseguir melhorar a situação financeira da família.

Concluinte do ensino médio, ela gostaria de fazer um curso ligado à moda, área de seu interesse desde a adolescência. As aulas costumam acontecer à noite, período em que seria necessário pagar alguém para cuidar das meninas.

A dificuldade deve aumentar no próximo ano, quando a filha mais nova deixar a creche em período integral e passar a frequentar a escola. “Eu vou precisar de alguém para olhar elas no restante do dia”, afirma Valquiria. Para ela, o custo de contratar uma babá ou uma pessoa que busque as crianças e prepare o almoço pesa no orçamento.

Auxílios previstos

A estratégia do governo estadual reúne transferência de renda, qualificação profissional, educação e outras ações por meio do programa Sem Deixar Ninguém para Trás. A proposta é apoiar a transição das famílias para a autonomia financeira.

De acordo com Patrícia Elias Cozzolino de Oliveira, secretária da Sead-MS, mulheres chefes de família que retomam os estudos podem receber R$ 300 adicionais. Também existe a previsão de R$ 600 por filho para custear creche privada, desde que os critérios sejam atendidos.

Para acessar o auxílio-creche, a mulher precisa estar empregada ou contribuir com a Previdência como autônoma e comprovar a contratação de uma instituição regularizada. Valquiria, porém, questiona o suporte necessário quando a criança deixa a creche em período integral. “Falta aquele olhar um pouquinho mais minucioso para a gente”, diz.

Segundo a secretaria, cerca de 95% dos beneficiários do Mais Social são mulheres. A partir de 2023, equipes visitaram mais de 26 mil endereços nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A pasta também afirma que 44 mil famílias deixaram a situação de insegurança alimentar, com base em dados do IBGE.

Na família de Valquiria, o benefício ajuda a pagar despesas básicas, mas o avanço profissional continua condicionado à possibilidade de encontrar quem cuide das filhas.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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