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FDA aprova Tavapadon para Parkinson com ganho de mobilidade em estudo

Medicamento, vendido como Juvmo, aumentou em 1,1 hora o período diário de boa mobilidade sem discinesias incômodas.

FDA aprova Tavapadon para Parkinson com ganho de mobilidade em estudo
Foto: Reprodução/AbbVie Juvmo, novo remédio aprovado pelo FDA para controle do Parkinson

A Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, aprovou o Tavapadon para tratar a doença de Parkinson em adultos. Vendido como Juvmo pela farmacêutica AbbVie, o medicamento é tomado uma vez ao dia, sozinho ou junto com a Levodopa, principal tratamento usado contra a doença.

No principal estudo de fase 3, o remédio ampliou em 1,1 hora, em comparação com o placebo, o tempo diário de boa mobilidade sem discinesias incômodas. A pesquisa acompanhou 507 pessoas.

Como o medicamento atua

O Tavapadon é um agonista seletivo dos receptores de dopamina D1 e D5. A estratégia é diferente da adotada por medicamentos como Pramipexol e Rotigotina, usados no Brasil e voltados principalmente aos receptores D2 e D3.

Os receptores D2 e D3 também estão ligados a mecanismos de recompensa e sono. Por isso, medicamentos que atuam sobre eles podem estar associados a sonolência, alucinações e comportamentos compulsivos, como jogos e compras sem controle. O Tavapadon busca estimular seletivamente os receptores D1 e D5, relacionados ao controle e ao início dos movimentos.

A expectativa é que essa atuação possa resultar em uma tolerabilidade diferente, mas isso ainda precisa ser confirmado com o uso prolongado. Os estudos disponíveis não compararam diretamente o novo medicamento com as opções já usadas no tratamento do Parkinson.

Resultados do estudo

Os participantes do principal estudo já utilizavam Levodopa e apresentavam flutuações motoras. Em média, passavam 5,5 horas por dia no estado “off”, período em que os sintomas retornam ou se intensificam.

Após 26 semanas, o grupo que recebeu Tavapadon teve aumento de 1,7 hora no tempo diário de boa mobilidade sem discinesias incômodas. Entre os participantes que receberam placebo, o ganho foi de 0,6 hora. A diferença entre os grupos chegou a 1,1 hora, e o período diário em estado “off” também diminuiu mais entre os pacientes tratados com Tavapadon.

Esse tempo adicional pode ser usado em atividades cotidianas, como se vestir sozinho, caminhar, sair de casa ou trabalhar. Ainda assim, os resultados não permitem afirmar que o Tavapadon ofereça mais horas de mobilidade do que os medicamentos já combinados com a Levodopa.

Efeitos adversos e disponibilidade

No principal ensaio, 71,7% dos participantes que receberam Tavapadon relataram algum evento adverso, contra 55,1% no grupo placebo. Náusea, discinesia e tontura estiveram entre os efeitos mais frequentes.

A hipotensão ortostática, que corresponde à queda da pressão ao se levantar, ocorreu em 6% dos pacientes tratados com Tavapadon e em 1,2% dos que receberam placebo. Transtornos relacionados ao controle de impulsos foram registrados em 2,4% dos pacientes tratados e em 1,2% do grupo placebo. Os autores não consideraram essa diferença relevante.

O Juvmo deve chegar às farmácias americanas em outubro. No Brasil, ainda não há previsão de registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que o tratamento não modifica

O Parkinson ocorre quando neurônios que produzem dopamina começam a morrer progressivamente. A substância participa dos circuitos cerebrais que controlam os movimentos. Com sua redução, podem surgir lentidão, rigidez corporal, tremores, alterações na postura e perda de expressão facial. Também podem ocorrer prisão de ventre, perda do olfato, alterações do sono, depressão e dores.

A Levodopa é transformada em dopamina pelo cérebro, enquanto outros medicamentos procuram reproduzir os efeitos da substância. Com a evolução da doença, porém, o efeito de cada dose pode durar menos. O paciente passa a alternar períodos de melhor mobilidade, chamados de “on”, com momentos “off”. O aumento das doses pode ajudar, mas também provocar discinesias.

Assim como os tratamentos disponíveis atualmente, o Tavapadon controla sintomas, mas não interrompe a degeneração dos neurônios. Seu efeito depende da continuidade do tratamento. O acompanhamento de longo prazo ainda será necessário para avaliar sua segurança, tolerabilidade e impacto em maior escala.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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