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Enfermeira mantém paciente em casa durante apagão com ajuda de vizinhos

Milena Rego montou uma extensão de aproximadamente 50 metros para manter os aparelhos de Alessandro funcionando durante cerca de 28 horas.

Enfermeira mantém paciente em casa durante apagão com ajuda de vizinhos
Foto: Arquivo Pessoal

A enfermeira Milena Cristina Gunther Rego mobilizou vizinhos para manter Alessandro Moreira dos Reis em casa durante um apagão no Carandá Bosque. Acamado e dependente de aparelhos para respirar e receber cuidados diários, ele estava clinicamente estável, mas poderia precisar ser levado ao hospital se os equipamentos ficassem sem energia.

Alessandro vive com uma traqueostomia e usa ventilação mecânica, bomba de infusão contínua em port-a-cath, gastrostomia, cistostomia, oxímetro e colchão pneumático. Também precisa de aspiração e inalação frequentes. A assistência domiciliar funciona 24 horas, com 3 profissionais que se revezam em plantões de 12 horas.

Extensão atravessou imóveis da vizinhança

Milena chegou à residência para trocar uma sonda quando percebeu que a casa estava sem energia. As baterias internas dos aparelhos tinham autonomia de poucas horas, o que criou a necessidade de encontrar outra fonte elétrica ou providenciar a transferência.

Como uma rua lateral ainda tinha energia, a enfermeira avaliou inicialmente reunir várias extensões. Depois de conversar sobre os riscos de conectar muitos cabos sob chuva e vento, mudou de estratégia. Comprou 100 metros de fio e, com outro enfermeiro, montou uma extensão de aproximadamente 50 metros.

O cabo passou por um imóvel vizinho, por cima do muro e por janelas até chegar ao quarto de Alessandro. Moradores ajudaram com escadas e permitiram a passagem do fio. Com os aparelhos ligados, a remoção deixou de ser necessária naquele momento.

“Essa era a minha preocupação, não removê-lo do domicílio sem necessidade”, afirmou Milena.

A energia elétrica retornou por volta das 23h de sexta-feira (11). De acordo com a enfermeira, a eletricidade cedida pelos vizinhos foi usada durante cerca de 28 horas. Alessandro permaneceu em casa e não apresentou intercorrências nesse período.

Relação construída ao longo de cinco anos

Alessandro está acamado há 12 anos, e Milena o acompanha há aproximadamente cinco anos. O vínculo continuou mesmo depois que a empresa responsável pelo atendimento mudou. Atualmente, ela supervisiona a equipe que cuida dele e outros atendimentos domiciliares.

Para a enfermeira, a transferência de uma pessoa em condições tão complexas exige transporte especializado e movimentação do paciente. Alessandro se comunica com a equipe e, na maior parte do tempo, permanece consciente e orientado. Diante da possibilidade de sair de casa, ficou assustado.

“Antes de eu ser uma profissional, eu sou ser humano também”, disse Milena ao explicar a decisão de buscar uma alternativa com os vizinhos.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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