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Anvisa determina apreensão de dois lotes do Ocrevus

Lotes do medicamento para esclerose múltipla foram distribuídos por empresa sem autorização sanitária para atuar no setor farmacêutico.

Anvisa determina apreensão de dois lotes do Ocrevus
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (25), a apreensão de dois lotes do Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, medicamento indicado para o tratamento da esclerose múltipla. A medida atinge os lotes H7953B14 e H7953B06, distribuídos pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

A decisão consta da Resolução 3.751/2026, publicada no Diário Oficial da União. A agência informou que a empresa não tem autorização para distribuir, comercializar ou importar medicamentos. A Autorização de Funcionamento (AFE) da distribuidora está inativa desde outubro de 2025.

Embora o Ocrevus tenha sido fabricado regularmente pela empresa responsável pelo registro, os lotes apreendidos eram destinados a outros países, não ao mercado brasileiro. A entrada irregular no país impede a confirmação das condições de armazenamento e conservação a que os produtos foram submetidos ao longo da distribuição.

Além da apreensão, a Anvisa proibiu o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte dos dois lotes. O medicamento tem registro aprovado pela agência desde 2022 e é indicado para pacientes com esclerose múltipla recorrente (EMR) e esclerose múltipla progressiva primária (EMPP).

Histórico da distribuidora

Segundo a Anvisa, a Laf Med já havia sido autuada por envolvimento na distribuição de medicamentos falsificados. O caso foi encaminhado às autoridades policiais.

Na mesma decisão, a agência determinou o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela ICT Farmacêutica Ltda. entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. Também foram suspensas a venda, a distribuição, a manipulação e a divulgação desses produtos.

A Anvisa apontou falhas críticas nas instalações e nos processos de produção, incluindo problemas no monitoramento ambiental, nos processos assépticos, na validação da esterilização, na filtração esterilizante, na integridade das embalagens e nos sistemas de garantia da qualidade. Para a agência, as irregularidades comprometem a esterilidade, a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos manipulados.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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