NOVA LIMA (MG) — Um projeto de paisagismo conectou a casa original a um terreno incorporado depois da ampliação da residência. Assinado pela arquiteta paisagista Flávia D’Urso, o trabalho criou uma área externa voltada ao lazer, ao bem-estar e à convivência, com piscina, academia, área gourmet, horta, jardins e espaços de permanência.
A reforma da casa existente foi realizada pela arquiteta Estela da Silva Netto, do escritório Estela Netto Arquitetura. Com a aquisição do terreno vizinho, o paisagismo passou a organizar a relação entre os dois lotes, fazendo com que a expansão fosse percebida como uma extensão natural da residência.
O projeto foi pensado para um casal com filhos adolescentes, que valoriza atividades ao ar livre, esportes e o contato cotidiano com a natureza. A academia voltada para o jardim, a horta ampliada, as árvores frutíferas e as áreas de convivência ajudam a levar os usos da casa para os espaços externos.
Com terreno total de 2.840 m² e cerca de 700 m² dedicados ao paisagismo, a implantação foi distribuída de acordo com os diferentes usos da residência. Como o lote possui duas entradas, foram definidos acessos principais distintos: um direcionado à área social e outro ligado à garagem e ao setor de lazer.
Na chegada, espécies de porte vertical e maciços vegetais organizam os eixos visuais. Nas fachadas laterais, a vegetação funciona como filtro visual, garantindo privacidade sem bloquear a luz natural ou pesar sobre a arquitetura.
A área de lazer recebeu uma composição tropical contemporânea, com folhagens exuberantes, palmeiras pontuais, forrações, capins ornamentais, vasos e jardineiras. Ao redor da piscina, os maciços vegetais suavizam pisos, muros e outros elementos construídos. Na academia, totalmente envidraçada, o jardim ganhou vegetação mais densa e expressiva, formando um cenário vivo para quem utiliza o espaço.
Espécies e integração
A seleção inclui mais de 40 espécies, entre agapanto branco, alpínia, guaimbê, imbé undulata, oliveira, viburno, zâmia, xantorreia, yucca rostrata, pleomele verde e variegata. Também foram usadas palmeiras como tamareira, fênix, chamaerops e solitária. Nos vasos e jardineiras, aparecem alocásias, heras pendentes, lavandas, alecrim australiano e xanadu.
Para Flávia D’Urso, o desafio foi criar unidade entre a residência original e a área incorporada. “O paisagismo entrou justamente para evitar essa ruptura”, afirma a paisagista. O desenho considerou espécies, transições, percursos, escalas e a maneira como cada ambiente seria vivido pelos moradores.







