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A luz certa muda a leitura do porcelanato no ambiente

Acabamento, tamanho das peças e temperatura de cor influenciam como veios, relevos e tonalidades serão percebidos.

A luz certa muda a leitura do porcelanato no ambiente
Foto: fredfproducoes/Divulgação

A iluminação pode transformar a aparência de um porcelanato dentro do projeto. Veios discretos ganham profundidade, relevos ficam mais visíveis e nuances de cor aparecem com maior definição quando a luz é planejada para a superfície. Já uma temperatura de cor, intensidade ou posição inadequada das luminárias pode alterar a percepção esperada do material.

Para a Roca Cerámica, marca do Grupo LAMOSA no Brasil, o projeto luminotécnico deve acompanhar a escolha dos revestimentos desde o início. Essa coordenação ajuda a combinar acabamento, paginação, mobiliário, arquitetura e pontos de luz de acordo com as características de cada peça.

O que avaliar antes de definir as luminárias

A escolha do porcelanato e da iluminação precisa fazer parte da mesma estratégia. O planejamento considera o acabamento, a paginação, a posição das luminárias, os ângulos de abertura e a distribuição dos pontos de luz.

Não há uma única temperatura de cor adequada para todos os projetos. Em interiores, a iluminação em torno de 4000 K, conhecida como branco neutro, é frequentemente considerada quando a intenção é reproduzir as cores dos materiais com mais fidelidade. A decisão, porém, deve respeitar a atmosfera planejada para o ambiente.

O arquiteto Carlos Bianco, responsável pelo showroom da Roca Cerámica, recomenda IRC acima de 90 em projetos que buscam excelente reprodução das cores. O índice mostra o quanto as tonalidades, os veios e as demais características cromáticas se aproximam da aparência original do material.

A temperatura de cor também interfere na linguagem do espaço. Luzes mais quentes tendem a valorizar madeiras, tons terrosos e mármores de aparência quente. Temperaturas próximas de 4000 K favorecem uma leitura mais neutra, enquanto luzes frias podem reforçar uma linguagem tecnológica ou corporativa.

Acabamento e incidência da luz

Superfícies polidas e Micro Crystal têm maior reflexão e exigem cuidado para evitar reflexos excessivos e ofuscamento. Acabamentos Mate, acetinados e Soft Touch distribuem a luz de forma mais uniforme. No Micro Relevo, o ângulo de incidência pode ser decisivo para revelar a textura.

“Mais importante do que a quantidade de luz é a forma como ela incide sobre a superfície”, explica Carlos Bianco. Uma iluminação rasante evidencia relevos e texturas, enquanto a frontal tende a uniformizar a leitura do revestimento.

Em projetos residenciais, salas e quartos costumam trabalhar com temperaturas entre 2700 K e 3000 K. Cozinhas e banheiros geralmente utilizam entre 3000 K e 4000 K. A intensidade deve considerar as atividades realizadas em cada cômodo e ser combinada com diferentes camadas de iluminação.

Peças grandes pedem uniformidade

O formato do revestimento também interfere no planejamento. Peças menores têm uma leitura marcada pelas juntas e pela modulação da paginação. Já os SuperFormatos, como as peças de 120 x 250 cm da Roca Cerámica, criam grandes planos contínuos, capazes de destacar a extensão dos veios e das texturas.

Quanto maior a superfície, maior deve ser a atenção à uniformidade da luz. Manchas, sombras e contrastes indesejados podem prejudicar a continuidade visual do revestimento. Nas paredes, arandelas, perfis lineares, sancas e soluções de luz indireta ajudam a destacar volumes, texturas e relevos. Em superfícies muito reflexivas, o ângulo precisa ser estudado para não comprometer a leitura do material.

Análise técnica em cada ambiente

Antes de especificar a iluminação, o profissional deve observar o uso do espaço, a quantidade de luz natural, o pé-direito, o acabamento e o formato do porcelanato. Essas informações orientam a definição da temperatura de cor, do IRC, da intensidade luminosa, da distribuição dos pontos e do ângulo de abertura das luminárias.

Reproduções de mármore podem receber uma iluminação que destaque a continuidade dos veios. Materiais inspirados em superfícies cimentícias ou pedras naturais podem ganhar definição nas nuances minerais, enquanto os amadeirados têm seus tons e desenhos valorizados por temperaturas mais quentes.

Em projetos comerciais, a especificação também varia conforme a experiência desejada para cada estabelecimento. Showrooms, joalherias, clínicas, restaurantes e supermercados têm necessidades diferentes de intensidade, temperatura de cor e reprodução cromática.

Para Carlos Bianco, a iluminação não deve ser deixada para a última etapa. Quando ela acompanha a escolha dos revestimentos, o projeto consegue aproveitar melhor os atributos de cada superfície e integrar as decisões de arquitetura e interiores.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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