CAMPO GRANDE — A usina de asfalto instalada no Núcleo Industrial de Campo Grande vai ampliar a produção nesta semana para abastecer empresas responsáveis pelos serviços de tapa-buracos nas ruas da cidade. A estrutura retomou as operações em agosto, depois da locação de um novo equipamento.
A usina produz CBUQ, o concreto betuminoso usinado a quente usado na recuperação das vias. O material é feito com pedras e cimento asfáltico de petróleo, permanece aquecido e é levado em caminhões até os locais de aplicação. A matéria-prima vem de Paulínia (SP) e do Paraná.
A capacidade de produção é de 120 toneladas de asfalto por hora. Segundo Vanderley Bispo, responsável pelo Consórcio Central, o planejamento é manter uma média de 600 toneladas para evitar sobrecarga do maquinário.
Contratos e frentes de trabalho
A Prefeitura reservou cerca de R$ 40 milhões para o programa, coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A previsão anunciada pela Administração é de 12 frentes de trabalho, sendo duas equipes próprias da Sisep, cinco frentes já contratadas e cinco credenciadas pelo Consórcio Central.
O consórcio é formado por Campo Grande, Jaraguari, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Sidrolândia. Cabe à Sisep definir os pontos que receberão as obras e fiscalizar os serviços. Com o reforço das empresas, a Prefeitura havia anunciado a expectativa de alcançar 3 mil reparos por dia.
Há 5 empresas contratadas diretamente pelo Consórcio Central para executar o tapa-buracos. Os contratos firmados com o município envolvem o credenciamento de empresas, estimado em cerca de R$ 20,5 milhões, e o fornecimento de massa asfáltica, de aproximadamente R$ 25 milhões.
Bispo explicou que a contratação funciona por programa e pode ser ampliada conforme a demanda. A atuação das empresas ainda não estava completa porque nem todas tinham equipes prontas para iniciar os trabalhos nas ruas.
O equipamento anterior da usina foi queimado no final de 2024. Para retomar a operação, foi alugado um novo maquinário em um contrato de um ano, no valor de R$ 1,3 milhão. A estrutura voltou a funcionar em agosto, após receber as licenças necessárias para a nova operação.






