PORTO ALEGRE — O síndico de um condomínio residencial foi preso preventivamente sob suspeita de repassar informações sobre um casal de delegados da Polícia Civil a uma organização criminosa especializada em roubos a residências de alto padrão.
De acordo com a investigação, o gestor usou o acesso proporcionado pelo cargo para reunir dados sobre a rotina dos moradores. Entre as informações entregues aos criminosos estavam horários de deslocamento, hábitos diários, pontos cegos do circuito interno de televisão e códigos para entrada pelos portões principais.
A Polícia Civil identificou o esquema durante o monitoramento de alvos na capital. Conversas interceptadas ajudaram a revelar o plano e a participação do síndico. Com o avanço das apurações, a Justiça autorizou a prisão preventiva, cumprida por agentes no próprio condomínio.
Também foram realizadas buscas na administração do prédio e no apartamento do investigado. Celulares e outros dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a ação.
Medidas no condomínio
O suspeito foi indiciado por associação criminosa e planejamento de roubo majorado, considerando a participação de mais de uma pessoa e a violação do dever de guardar as informações sob sua responsabilidade.
Após a prisão, os moradores convocaram uma assembleia extraordinária de emergência para discutir a retirada do gestor do cargo. O condomínio também contratou uma empresa especializada em auditoria e segurança.
A empresa ficou responsável por reconfigurar o sistema de portaria eletrônica, substituir as senhas e revisar as credenciais dos funcionários. As medidas foram adotadas depois que a investigação apontou o comprometimento da segurança do edifício a partir de informações obtidas internamente.







