Renan Santos defendeu o início de uma discussão sobre uma nova Constituição como resposta à crise institucional brasileira e aos conflitos no Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato do Missão afirmou que o debate não significa necessariamente executar a mudança, mas deve começar agora.
“Da maneira como está, a institucionalidade brasileira acabou”, disse Renan durante entrevista à CNN Brasil. Ele também declarou que o pacto de 1988 deixou de existir.
A manifestação ocorre após novos episódios envolvendo ministros do STF e a investigação do Banco Master. Na quinta-feira (3), Alexandre de Moraes pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de uma investigação contra André Mendonça. Na quarta-feira (2), Mendonça havia retirado o sigilo de parte do caso, incluindo conversas de Daniel Vorcaro com um número atribuído a Moraes.
Fachin estabeleceu cinco dias para que Moraes, Mendonça, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) prestem esclarecimentos sobre as investigações relacionadas ao Master e à crise no tribunal.
Críticas a Moraes e Toffoli
Renan questionou o uso do inquérito das Fake News para pedir a investigação contra Mendonça. A apuração dura há mais de sete anos e é criticada pela ausência de um prazo final definido.
Segundo o candidato, Moraes poderia incluir e retirar pessoas do inquérito conforme sua vontade para puni-las. Renan também afirmou que o ministro é investigado no que classificou como o maior escândalo de corrupção da história do Brasil.
Além disso, defendeu que o próximo presidente não respeite decisões de Moraes e Dias Toffoli. Para Renan, decisões dos dois ministros relacionadas ao Caso Master deveriam ser consideradas nulas e não reconhecidas, porque, em sua avaliação, protegeriam Daniel Vorcaro.







