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PF identifica empresas, transportes e restaurante ligados a grupo investigado por tráfico

Operação Suécia XXXV apura logística de cocaína do Paraguai para outros estados e bloqueou R$ 50 milhões em bens.

PF identifica empresas, transportes e restaurante ligados a grupo investigado por tráfico
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal identificou empresas registradas em nome de terceiros, transportadoras, um restaurante e diferentes veículos como parte da estrutura de um grupo suspeito de organizar o transporte de cocaína entre o Paraguai e outros estados brasileiros. A organização, baseada em Dourados, é alvo da Operação Suécia XXXV, deflagrada nesta terça-feira (22) em 3 estados.

A investigação começou em 2021 e durou 5 anos. De acordo com o delegado Marcelo Guimarães Mascarenhas, responsável pela apuração, o grupo teria mudado sua configuração ao longo do período, mas mantido a atuação no tráfico. A PF relacionou pelo menos 4 flagrantes à organização. Juntos, eles levaram à apreensão de 1,3 tonelada de cocaína.

Segundo o delegado, a função principal dos investigados era fazer a logística da droga. Os carregamentos seriam trazidos do Paraguai, passariam por Mato Grosso do Sul e seguiriam para outros estados, principalmente São Paulo e Santa Catarina.

Empresas e veículos investigados

A PF encontrou indícios de que caminhões, caçambas e ônibus tinham compartimentos usados no transporte dos carregamentos. Em paralelo, os investigadores analisaram os negócios associados aos suspeitos e identificaram empresas formalmente registradas em nome de outras pessoas.

O restaurante citado pela polícia não teve localização ou nome divulgados. Também não foram informados os nomes das demais empresas. Para Mascarenhas, os proprietários que apareciam nos registros não seriam necessariamente os responsáveis pelo controle dos negócios. A investigação aponta que essa atuação ocorreria por procurações ou acordos entre os envolvidos.

A operação desta terça-feira também atingiu o patrimônio atribuído ao grupo. A Justiça autorizou o bloqueio de R$ 50 milhões em bens. Imóveis, veículos e outros ativos foram alcançados durante o cumprimento dos mandados, mas a PF ainda contabilizava o valor efetivamente apreendido.

Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão. Em Mato Grosso do Sul, as ações ocorreram em Dourados e Itaporã. Em São Paulo, os alvos ficam em São José do Rio Preto e Osvaldo Cruz. As equipes também cumpriram ordens em Icaraíma, no Paraná.

No distrito de Porto Camargo, pertencente a Icaraíma, a PF apreendeu uma lancha guardada em um barracão perto do Rio Paraná. Conforme a corporação, dependendo do ano, a embarcação pode custar até R$ 900 mil.

Até o momento da entrevista, não havia registro de novas apreensões de drogas nesta fase. Houve prisões em flagrante por porte de arma de fogo e descaminho encontrados durante as buscas, mas o número de presos ainda não tinha sido informado. A estratégia atual da PF é atingir os recursos econômicos atribuídos aos investigados.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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