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Operação apreende veículos e malotes em mansão de Campo Grande

Ação contra esquema de importação clandestina de perfumes árabes cumpriu 16 mandados em três estados.

Operação apreende veículos e malotes em mansão de Campo Grande

Equipes da Receita Federal e do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão em uma mansão na Rua Antônio Maria Coelho, no Bairro Vivenda do Bosque. Após cerca de três horas de trabalho, os agentes deixaram o imóvel com dois malotes, dois sacos grandes, uma caixa de arquivo e dois veículos.

A operação Perfume de Mulher investiga um grupo suspeito de movimentar R$ 300 milhões com a importação clandestina e a distribuição de perfumes árabes. A ação cumpriu 16 mandados em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.

Os agentes chegaram ao imóvel às 5h30 e saíram às 8h20. Durante a operação, utilizaram uma escada para acessar a residência. Um SW4 e um Fiat Fastback foram apreendidos. O advogado Renan Braz acompanhou os trabalhos, mas não quis dar entrevista.

Dois homens que estavam ao lado dos policiais eram testemunhas da busca e apreensão. Por volta de 7h30, uma diarista chegou ao local. Pouco depois, uma criança e uma senhora deixaram a mansão em um veículo de aplicativo.

Como funcionava o esquema

As investigações começaram a partir de apreensões realizadas entre 2024 e 2026. Em outubro de 2025, um flagrante levou à retenção de aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente.

Conforme as apurações, os produtos entravam clandestinamente no Brasil pela região de fronteira de Ponta Porã. As mercadorias eram armazenadas em depósitos clandestinos, primeiro em Campo Grande e depois em centros de distribuição localizados em São Paulo e Pernambuco.

A distribuição para várias unidades da federação ocorria principalmente por redes sociais, marketplaces e plataformas de comércio eletrônico. Influencers também participavam da divulgação. Em um dos sites, o grupo se apresentava como “a maior referência em perfumaria árabe do Brasil” e mantinha inúmeras revendas no país.

Os investigadores identificaram indícios de uso de notas fiscais fraudulentas, declarações de conteúdo falsas e diversas pessoas jurídicas para dar aparência legal às operações. Também há suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, uso de “laranjas”, ocultação patrimonial e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

Em outra frente da operação, no Bairro Monte Castelo, as equipes apreenderam grande quantidade de perfumes, celulares e uma agenda em uma casa. O material foi levado para o MPF. O advogado Bruno Fernandes acompanhou os trabalhos e não quis dar entrevista.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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