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MPF denuncia 12 funcionários da Voepass por acidente que matou 62 pessoas

Denúncia aponta omissões na manutenção e na gestão da segurança após a queda de um ATR 72-500 em Vinhedo.

MPF denuncia 12 funcionários da Voepass por acidente que matou 62 pessoas
Foto: Globoplay/Divulgação

O Ministério Público Federal denunciou 12 funcionários e ex-funcionários da Voepass pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. A acusação trata da queda de um avião ATR 72-500, em Vinhedo, no interior de São Paulo, que matou 62 pessoas em 9 de agosto de 2024.

A Polícia Federal havia indiciado 16 pessoas. Entre os denunciados pelo MPF estão o diretor-presidente da companhia, José Luiz Felício Filho; o diretor de Operações, Marcel Sarquis Moura; e o diretor de Manutenção, Carlos Alberto Costa. Se condenados, os acusados podem receber penas de 8 a 24 anos de prisão.

A denúncia afirma que os envolvidos tiveram responsabilidade direta ou contribuíram para o acidente por ação ou negligência. O documento também aponta que os diretores definiam, em nível técnico, quais serviços de manutenção seriam realizados.

A Voepass declarou que “a segurança operacional sempre foi sua prioridade” e afirmou que as tripulações eram orientadas a cumprir os procedimentos conforme cada cenário operacional. As demais defesas não haviam sido localizadas.

O que apontou a investigação

O laudo do Instituto Nacional de Criminalística da PF concluiu que o acidente ocorreu após a perda de controle em voo. Entre os fatores citados estão o acúmulo de gelo na aeronave, a inoperância do sistema pneumático de degelo e a execução inadequada de cinco procedimentos pelos pilotos.

A PF também apontou falhas na resposta à pane, degradação de performance, condições severas de gelo e estol, situação em que ocorre perda de sustentação. Diálogos registrados na caixa-preta indicaram que a aeronave apresentava falhas recorrentes não sinalizadas pelas tripulações. O relatório registrou ainda que os pilotos sabiam do problema no sistema de degelo.

Segundo o MPF, o caso não resultou de uma falha técnica isolada. A denúncia cita omissões continuadas na manutenção preventiva e na gestão da segurança da empresa. A análise de 96 processos de fiscalização da Anac e os depoimentos colhidos pela PF também teriam indicado uma cultura de não comunicação de panes, com o objetivo de evitar a paralisação comercial das aeronaves.

Lista de denunciados

Além de José Luiz Felício Filho, Marcel Sarquis Moura e Carlos Alberto Costa, foram denunciados Marcos Hiroyuki Sato, despachante operacional responsável pelo voo PTB 2283; Alex de Souza Leandro, mecânico responsável pelo Daily Check do PS-VPB; William Schmidt Agatz, gerente do Centro de Controle Operacional; Juliano Flores Pacheco, gerente do Centro de Controle de Manutenção; e Raphael Limongi de Figueiredo, chefe do Centro de Controle Operacional.

Também integram a lista Tiago Passucci Morani, gerente de Engenharia e inspetor-chefe; Eric Consoli, diretor Técnico; Rafael Gimenez Rodrigues, piloto-chefe e responsável pelo FOQA; e David da Costa Faria Neto, diretor de Segurança Operacional.

Edson Serra Martins, Luciano Alves de Macedo, Oderlino de Campos Figueiredo e John Major Viana foram indiciados pela PF, mas ficaram fora da denúncia do MPF.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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