CAMPO GRANDE — Adeildo Palma foi preso em flagrante com 3.447,6 quilos de maconha escondidos em uma carreta na BR-060. A prisão ocorreu durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e a Justiça Federal converteu a detenção em preventiva em audiência de custódia realizada neste domingo (6).
O motorista foi parado na noite de sexta-feira (4), no km 378 da rodovia. A equipe da PRF desconfiou do veículo, uma carreta Mercedes-Benz acoplada a um semirreboque, porque ele seguia em velocidade muito abaixo do normal, pelo acostamento e ziguezagueando na pista.
Durante a fiscalização, os agentes observaram que Adeildo estava nervoso, com as mãos trêmulas, e apresentava versões desconexas sobre a viagem. Na vistoria, encontraram fardos de maconha escondidos sob uma carga aparente de resíduos de pneus.
Depoimento e decisão judicial
À polícia, Adeildo afirmou que havia recebido o veículo já carregado na fronteira, em Ponta Porã, e que levaria a carga para o interior de São Paulo. Ele disse ainda que teria sido contratado por um homem identificado como “Elio” ou “Elias”. Os autos registram divergências sobre a possibilidade de a carreta ter sido buscada diretamente no Paraguai.
A decisão que converteu a prisão em preventiva foi proferida pelo juiz federal substituto Rodrigo Vaslin Diniz. Ao manter o caso na Justiça Federal, o magistrado considerou os indícios de tráfico internacional.
Segundo a decisão, o volume de droga e a logística utilizada indicam uma estrutura organizada. Esse entendimento afastou a hipótese de crime ocasional ou de participação do motorista apenas como “mula”.
Além de manter Adeildo preso para garantir a ordem pública, a Justiça autorizou a incineração imediata da maconha apreendida e liberou o acesso aos dados do telefone celular do motorista para o prosseguimento das investigações.








